segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Plutão em Capricórnio na Casa 1 – Colocando o Lixo Emocional para Fora e Aprendendo com nossos Erros

Eu creio em astrologia. Creio, mas nunca fiz um mapa astrológico. Primeiro porque é um bem cujo preço não pode ser suportado pelos meus bolsos (não que o valor cobrado não valha o trabalho do astrólogo, não estou discutindo isso), e segundo porque ainda não encontrei alguém que me inspirasse confiança o suficiente para me fazer ter coragem para desembolsar vultosa quantia, sendo que muitas vezes as previsões pareçam ser, digamos, fruto de uma adivinhação qualquer. Mas essa semana eu soube por fonte fidedigna (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) eu soube por fonte fidedigna e dona de uma sabedoria respeitável (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) uma informação preciosíssima para as pessoas do signo de Capricórnio ou cujo ascendente seja Capricórnio. Como de graça veio, de graça também vou dividi-la, então lá vai.

Atenção minhas queridas amigas capricornianas e demais capricornianos ou pessoas com ascendente nesse signo: Plutão está nesse momento entrando na casa 1 do signo de Capricórnio. Fui então pesquisar sobre o assunto e então descobri que na astrologia, Plutão representa as fases de transformação que o ser humano atravessa na vida, estando associado à complexidade e à situações decisivas, onde a pessoa é forçada a encontrar a resolução sozinha. Traduzindo: nas relações pessoais, será um período onde o todo o lixo emocional que guardamos em nosso inconsciente vai aflorar para o consciente a fim de proporcionar a reflexão sobre tais sentimentos e, por conseqüência, uma transformação para melhor. Traduzindo mais ainda, os capricornianos terão oportunidades para colocar para fora aquilo que estão segurando dentro de si há sei lá quanto tempo, pirar na batatinha, jogar a merda no ventilador, errar (muito) feio e depois avaliarem os seus erros, tomarem vergonha na cara e consertarem seus desvios de comportamento. E serem mais felizes.

Pois bem, escrevi essa semana sobre uma angústia que passei. Ao comentar de forma genérica sobre o assunto com minha terapeuta, ela então me revelou essa pérola de informação. Disse que seu ascendente é Capricórnio e que, portanto, também sofre as mesmas influências das pessoas desse signo. Disse-me ainda que ela também passou num dia desses por uma situação na qual ela não reagiria normalmente da forma enfática que reagiu e se tocou que isso poderia estar acontecendo por causa da tal influência de Plutão. Por fim, ela me aconselhou a analisar o que dentro de mim poderia ter causado tal reação para que eu avaliasse minhas ações e então ajustasse o que fosse necessário.

Assim sendo, eu que antes achava que estava coberta de razão, mas que apenas tinha exagerado na reação, pautei minha reflexão sob a ótica de que eu estava realmente errada em agir daquele jeito. Raciocinando dessa forma, descobri que fui uma idiota. Descobri que fui insegura e que me deixei dominar pelo ciúme. Descobri que cometi o mesmo erro que muito já cometeram comigo diversas vezes, o erro que pode fazer desmoronar o mais sublime dos sentimentos. Por causa do ciúme, me coloquei na egoística posição de vítima da insegurança. Pirei na batatinha e explodi o pote de maionese.

Mas por que eu, que sofri tantas vezes por causa do ciúme na maioria dos meus relacionamentos anteriores, fui logo cair na mesma armadilha? Por que eu não parei antes de errar? Por que eu não vi o erro? A resposta não foi nada bonita.

Errei porque descobri que estou com esse defeito entranhado em mim. Não sei qual a razão, mas ele está ali e sempre esteve, só esperando uma oportunidade para aparecer. Não havia aparecido antes porque o sofrimento foi grande demais para que eu me desse conta de que tinha a capacidade de cometer o mesmo erro.

Ao me dar conta de que eu fui tão vil quanto os outros foram comigo eu chorei. Chorei por reconhecer a existência de uma parte ruim do meu ser. Tomei consciência de que eu não sou a pessoa tão boazinha assim que eu pensava ser. Percebi que era capaz de magoar uma pessoa muito querida e amada por medo de perdê-la, exatamente do mesmo jeito que fizeram comigo antes.

Fiz o que fiz porque tive medo de ser enganada. Não tenho medo de ser deixada, de ser trocada, mas medo de ser traída. Mas temos a obrigação de dominar os nossos medos. Medo nenhum justifica atitudes equivocadas.

Depois de enxugadas as lágrimas e recuperada a calma, me lembrei que um relacionamento se baseia antes de tudo em confiança. É simples: quem ama confia. Se não confia, não sabe amar, então vá aprender a confiar antes de se meter num relacionamento a dois, porra.

Se eu escolhi ficar com essa pessoa é porque lhe dei meu voto de confiança e ela não precisa provar a mim o tempo todo que não vai me enganar. Não vou permanecer numa relação onde eu ache que não possa confiar na pessoa. Se eu não puder confiar não vou cobrar nada, apenas desfazer o relacionamento. E se eu confiei, não vai ser um momento (ou dois) de insegurança que vai (vão) me fazer pirar. Simplesmente vou respirar fundo, limpar a minha mente e organizar meus pensamentos. A calma e a segurança virão como conseqüência do meu amor próprio e do amor que tenho por essa pessoa. Que seja eterno enquanto dure.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Angústia da Indefinição

Situações indefinidas me causam um desconforto imenso e por isso não consigo lhidar bem com elas. Eu entendo que quando a gente quer algo de verdade, e principalmentese o que a gente quer envolve outra(s) pessoa(s), a ambiguidade gera uma situação de indefinição, dando margem à interpretações negativas e insegurança. Como tento pautar minha vida tratando as pessoas a minha volta com a consideração que eu gostaria que eles tivessem por mim, quando estou num relacionamento ou numa situação de grupo, faço questão de deixar minha posição muito clara para todo o mundo, a fim de evitar a tal da ambiguidade.
Mas hoje eu me vi numa situação ambígua. E me senti deveras desconfortável. E isso aconteceu pela internet. Acho engraçado, no mínimo curioso, o fato de as pessoas quererem usufruir o lado bom dessa ferramenta de comunicação, mas não se tocando de que se você mescla sua vida real com sua vida virtual, as regras de relacionamento com terceiros e com o resto do mundo se estendem para a segunda.
Vejam bem, não estou falando de assumir um personagem virtual, mas de ser você mesmo. Estou falando da internet como um canal de comunicação da vida real, de quem a gente é ou ao menos pensa que é. O mais importante nisso é a forma como você se mostra às pessoas do seu relacionamento interpessoal e ao resto do mundo.
Então, é muito chato, e pode ser muito constrangedor, quando uma pessoa importante na sua vida dá margem à interpretações ambíguas sobre a sua posição na vida virtual dela. Terceiros que observam podem levar isso para a vida real. E, ao menos na minha opinião, tudo o que dá margem a mais de uma interpretação tem urgência em ser definido.
Angustiada, procurei a única pessoa que poderia me dar uma resposta, qualquer que ela fosse. Qualquer resposta, qualquer indicação serviria, ainda que fosse um "é, temos que conversar a esse repeito", mas torcendo avidamente para ser um "peraí, não é nada disso, você está exagerando".
Liguei, mas o momento não era propício para conversa. Não conseguindo esconder os sentimentos ruins que tomavam conta de minha mente, pedi um retorno da ligação o qual foi combinado para mais tarde. Mas que até agora não aconteceu. Apenas a ausência. Apenas o silêncio.
A cada minuto que passava a angústia gerada pela indefinição aumentava a passos galopantes, até que não consegui me conter e enviei uma mensagem virtual contado o que se passava na minha mente. Será exagero meu? Será que tudo não passa de um equívoco da minha parte e estou dando importância demais a algo que não quer dizer nada? Somente uma pessoa tem a resposta, mas ela não teve a consideração de entrar em contato (como diz o ditado, pimenta nos olhos dos outros é refresco).
Fui dormir tentando mudar a direção dos meus pensamentos. Mas como poderia dormir havendo uma questão tão importante assombrando a minha existência? Deitei em posição fetal como sempre faço, mas dessa vez procurando um abrigo para me esconder da dor que tomava conta de mim.
Na tentativa desesperada de manter a calma, peguei os dois livro que mais busco nos momentos difíceis e os coloquei junto ao meu plexo solar, para que toda a sabedoria contida neles pudesse ser transmitida por osmose através desse chakra, ao mesmo tempo protegendo-o dos sentimentos angustiantes que não saíam de minha mente. Assim adormeci.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Saber amar (de novo, mas é diferente)




Nessa vida eu passei por experiências que me ensinaram a dar muito valor ao aqui e agora. Aprendi a dar valor aos momentos felizes que temos e as oportunidades de aproveitar o tempo passado ao lado da família e dos amigos verdadeiros. Aprendi a dar valor às pessoas a nossa volta e a me lembrar com muito mais força das atitudes maravilhosas de apoio, amizade e amor do que das suas atitudes erradas.

Por essa razão, às vezes tenho dificuldade em lidar com o homem por quem estou apaixonada. Eu já me arrependi antes por não ter demonstrado de forma adequada o quanto a companhia de uma pessoa querida me fazia me sentir feliz, e depois de ter sofrido um acidente de carro o qual eu posso dizer que foi uma oportunidade para nascer de novo, passei a vivenciar a cada dia de minha vida a frase "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", pois eu poderia não ter tido um amanhã.

Eu vivo com vontade. Com vontade de aproveitar cada momento do meu dia sendo feliz. Aproveito cada oportunidade para dizer as minhas amigas que as amo e que reconheço o presente que é poder estar ao lado delas. Agradeço minha mãe por tudo o que ela fez por mim, até suas atitudes equivocadas, pois sei que tudo o que ela fez foi por amor, mesmo que não tenha tomado a atitude mais acertada. Encho a paciência do meu filho, demonstrado o quanto eu o amo e o quanto sua presença na minha vida me faz feliz. Agradeço toda semana aos mestres de luz pela oportunidade de trabalhar na obra de Deus e a ajudar àqueles que nos pedem ajuda, assim como um dia eu pedi e continuo a pedir. E quanto ao meu amado, aproveito cada segundo ao seu lado desejando que fosse eterno, como se fosse o último, pois a verdade é que isso realmente pode acontecer de ser.

A vida me ensinou que temos a chance de ser mais felizes se nos permitirmos sentir plenamente nossos sentimentos e é assim que eu vivo, mas parece que faço parte de uma minoria incompreendida.

Não vou dizer que a culpa é dos homens. Mulheres não são melhores que os homens nem vice-versa. Parem de transformar tudo em guerra dos sexos! A culpa é das p-e-s-s-o-a-s! São as pessoas, sejam homens ou mulheres, quem escolhem viver suas vidas do jeito que vivem. São as pessoas quem decidem o quanto irão amar a si mesmas e o quanto irão demonstrar aos seus queridos e ao mundo o que pensam e o que sentem. Suas atitudes falarão por vocês exatamente o que querem que os outros saibam. E o que não for dito, o que permanecer apenas em sua mente, não poderá ser lido nas entrelinhas se houver a possibilidade de interpretação ambígua.
Quer que a pessoa amada tenha certeza absoluta de que você a ama? De que você a considera uma pessoa importante? Então não tenha receios de ser claro em suas palavras e suas atitudes. Diga para ela que a ama, o quanto a ama. Declare o mesmo na frente de todos e corrobore suas palavras com ações não só entre quatro paredes, mas aos quatro cantos.

Sem falsa modéstia, sei que a minha estrela brilha muito forte. Mas também sei que nem todos têm a capacidade de senti-la, pois seus sentidos estão encobertos. E por causa disso, essas pessoas não conseguem perceber o quanto elas também podem brilhar e serem muito mais felizes do que são agora. Não percebem sua própria capacidade de fazer do mundo um lugar melhor para si mesmas e para as pessoas que amam. Uma pena.

Intensidade

Sou uma pessoa intensa. Tenho sentimentos dentro de mim que muitas vezes não cabem no meu coração. Eles simplesmente transbordam e tomam conta da minha mente e do meu ser e aí não consigo pensar em mais nada. Não consigo cumprir minhas tarefas, não consigo mais estudar ou trabalhar. Por isso preciso escrever. Por isso necessito dançar.
Sempre fui assim, como um barco à deriva no mar sendo levado pelos ventos do turbilhão de sentimentos que tomam conta de mim, deixando que a correnteza me levasse como fosse dona do meu destino. Todavia, hoje em dia nem tanto. Não me deixo mais me levar pela correnteza, pois eu descobri o poder que tenho para segurar o leme e fazer eu mesma a minha rota. Nunca mais vou deixar que outras pessoas façam isso por mim. Não delego esse poder a mais ninguém, não permito que isso se repita.
Quanto aos ventos, ahhh, os ventos, os sentimentos. A vida também me ensinou a manejar as velas para controlar o vento e fazer bom uso deles. O único problema é que às vezes eles são intensos demais para que eu consiga controlá-los da forma que eu gostaria...
E quando os sentimentos são intensos demais, há duas saídas: ou aproveitar e viver com intensidade ou ficar quieta até eles se acalmarem. mas eles podem ser intensos e alegres ou intensos e tristes. Por isso, antes de tomar qualquer decisão é preciso saber onde tais ventos irão me levar. Para tanto, penso dez vezes, se for necessário, antes de agir. E ajuda muito escrever. Escrevo para colocar a mente em ordem e saber o que fazer, como reagir. Penso muito para ter a certeza de que fiz o melhor que eu podia naquela ocasião para que corresse tudo bem. Por isso é que não tenho o mal costume de me arrepender dos meus atos. Procuro me assegurar de que não estou fazendo nada de ilegal ou que possa prejudicar ou ferir alguma pessoa. Não quero mais repetir os erros de antes. Sei que aprendi bastante com eles e não pretendo repeti-los. Se foi imoral... bem, aí é outra estória.
E mais tarde, num dia qualquer, uma música especial tráz à tona tudo o que eu senti naquele momento que já passou. Aí então, é a hora de dançar.
Titulo da Música: Soul
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita

quero te falar na minha canção
coisas que habitam o meu coração
quero respirar, voar no seu ar
quero largar da solidão
te dizendo quem sou
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita
eu não quero conta de chegar
quero chegar junto com você
nem quero saber se o tempo passar
sei que um dia desses você vai entender
quem eu sou

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OUÇA!!!!!!!

"Ouça, vá viver a sua vida com outro alguém,
hoje eu já cansei de pra você não ser não ser ninguém.
O passado não foi o bastante pra lhe convencer
que o futuro seria bem grande só eu e você.
Quando a lembrança com você for morar
e bem baixinho de saudade você chorar,
vai lembrar que um dia existiu um alguém
que só carinho pediu e você fez questão de não dar,
fez questão de negar."
(Ouça, Maysa)

Pena que eu só soube da existência dessa música no dia de hoje, porque essa música é um resumo de como eu passei o ano de 2008 até meados do mês de novembro.
Caraca, que ano ruim eu passei. Onze meses!!!!! Foram onze meses achando que alguma coisa iria melhorar. Quer dizer, é claro que melhorou, e muito mais do que eu poderia imaginar, pois Papai do Céu me mandou um lindo anjo moreno que conquistou meu coração e por quem eu estou maravilhosamente apaixonada. Mas foram sete meses em crise de relacionamento, que culminou com um pé na bunda por telefone (é verdade, dois anos e quatro meses de namoro acabados sem a menor consideração assim).
Depois disso ainda houve mais dois meses em que eu tentava levar a minha vida adiante, tentando superar o acontecido, mas o cretino volta e meia me dava o ar da sua graça através de recados ou e-mail, trazendo à tona todos os sentimentos de mágoa de volta. Eu estava bem e ele aparecia de propósito só para me trazer todos os fantasmas novamente: as coisas boas que aconteceram, os fatos infelizes e o pior: tudo o que poderia ter acontecido de bom, mas não aconteceu. Foi assim por dois meses até eu descobri que... durante todo esse tempo ele já estava namorando! E, voluntariamente, ele escondeu esse fato de mim!! Por dois meses inteiros!!! E eu descobri isso justamente numa época em que ele me ligou pedindo pelo-amor-de-deus-para-eu-o-encontra-pela-última-vez (logo ele que me deu o fora por telefone e disse que não havia razão para a gente se ver, por isso que ele é um cretino).
Então, eu, que não sou fura-olho e não pretendo fazer a ninguém o que eu não gostaria que fizessem a mim, deixei bem claro que só o encontraria após ele ter terminado com a garota. Eu não deixaria que ele encostasse um dedo em mim se ele ainda estivesse comprometido. E foi assim por mais dois meses. Durante esse tempo eu esperei que ele terminasse com a menina, apesar das fortes investidas dele e da minha forte tendência a esquecer toda a dor que sofri e voltar para ele.
Contudo, faltou o principal. Apesar dele dizer que quando estava com a garota só pensava em mim, ele não conseguia terminar com ela. Falava, falava, mas não tomava atitude alguma. Ele me dizia que não queria magoar ninguém, mas na verdade, estava magoando a mim e não se importava com isso, apesar dos meus constantes avisos sobre o que estava ocorrendo. Mas o pior de tudo é que faltou o mais basilar: respeito e consideração. Ele demorou a entender que nunca deveria ter terminado comigo daquela forma desrespeitosa. Demorou a entender que não deveria ter me tratado com o descaso com que me tratou o ano todo. Demorou também a entender que deveria ter confiado em mim, ao invés de ter acreditado nas vozes que inflavam o seu ego contra mim, quando eu apenas defendia um pouco de respeito e espaço. Souberam pegar no ponto fraco dele: a vaidade. A vaidade é um dos piores defeitos do ser humano, pois é aquele ponto onde a armadilha vai ser fatal. Uma pessoa que tem tendências dominadoras e que não admite estar errada será sempre vítima fácil do ego. É só saber direitinho as palavras a serem usadas e a pessoa cai na armadilha.
E foi assim que fizeram a cabeça dele contra mim, inflaram seu ego para convencê-lo de que eu não o amava. Foi assim: o cretino começou a reclamar de mim para uma menina que nem me conhece e que estava interessada nele. Ela soube manipulá-lo e ele caiu que nem um patinho na conversa dela. Contra mim havia os fatos de que eu já não tinha mais graça (não era carne nova) e batia de frente com ele porque entendo que há coisas pelas quais nenhuma pessoa deve abrir mão, nem pela pessoa amada, e por sua vez, ele queria que eu deixasse de ser quem eu sou, do jeito que ele me conheceu, além de ser um machista do cacete. O infeliz só se esqueceu de que o amor não se mede pelo fato de alguém abrir mão de seu amor-próprio pela outra pessoa, ou pela quantidade de vezes que alguém deixa de fazer o que gosta porque o outro pediu. Ele se esqueceu de todas as vezes que eu fiz algo que ele pediu, do quanto eu o ajudei emocionalmente com seus problemas, dos sacrifícios que fiz por causa dele e o quanto eu lhe fui solidária e o protegi em certas situações, fazendo até mesmo o que não deveria fazer por ele, fora todo o meu amor.
Quero deixar bem claro que não me arrependi de ter feito nada disso. Sei que dei o melhor de mim por essa relação e tenho a consciência limpa de toda e qualquer culpa. Todas as vezes que discutimos foi em defesa do meu espaço como pessoa e do meu amor-próprio, o qual aprendi, às custas de muito sofrimento, a não abrir mão por homem nenhum. Faria e farei tudo novamente pelo homem que amo e até mais do que fiz, mas sem abrir mão da felicidade a qual somente eu posso proporcionar a mim mesma.
Assim sendo, completados quase quatro meses de montanha-russa emocional, onde eu tentava subir mas o cretino aparecia e me puxava para baixo de novo, eu resolvi dar um basta definitivo nessa estória. Mas com a insistência do menino, fui obrigada a ser rude com ele. Aproveitei que a internet caiu e nem me despedi dele no msn, numa conversa onde eu já estava saindo de forma bastante incisiva, com as seguintes frases: "depois de tudo o que você me fez, eu é que não voltaria para você" e "e com licença porque eu já vou dormir". A banda larga caiu logo depois que eu mandei essa frase. Sei que pegou malzão, mas quer saber? Ele fez tão pior comigo durante o ano que eu nem me importei. No dia seguinte pela manhã eu já tinha em meu orkut uma conseqüência desse ato: havia um depoimento de uma amiga minha a qual havia conversado com ele após eu sair do msn. Marcamos para conversar mais tarde e ela me enviou por e-mail o arquivo com a conversa deles, onde ele afirmou que eu falei grosserias que ela e todos que me conhecem sabem que nunca sairiam da minha boca, muito menos dos meus dedos para a internet.
Nesse ínterim, conhecidos em comum me contaram coisas que ele já estava aprontado enquanto estava comigo. É triste perceber como aquelas pessoas se decepcionaram com o caráter dele por causa do que ele fez comigo. A pessoa tem tudo: uma companheira, amor, uma amiga e não dá valor ao que tem. As pessoas viram isso e não gostaram do que ele fez. Por isso me contaram e foram solidárias a mim.
E depois eu ainda recebi um e-mail dele, que por obra do destino (ainda bem) eu só fui ler uns vinte dias depois de recebido não sei porque, onde ele pôs toda a imaturidade, egoísmo e machismo dele para fora. Não respondi nem vou responder a nada. Aquelas palavras no msn foram as últimas, pois ele me decepcionou muito. Não adianta ele me dizer que não havia intenção de me magoar, pois o que ele fez realmente magoou muito e de boas intenções o inferno está cheio. O fato é que ele simplesmente me tratou como lixo. E eu fiz de tudo, dei o melhor de mim para que nós crescêssemos como um casal, sem, é claro, esquecer do meu amor-próprio.
O problema todo é que ele queria que eu mudasse, que eu deixasse de ser quem eu era e me tranformasse em outra pessoa que ele inventou (e que seria uma pessoa frustrada por toda a sua vida). Ele queria que eu parasse de gostar de dançar e de ser uma pessoa sociável, tinha que estar em casa na hora que ele queria (não interessava se o motivo da saída era o aniversário da minha mãe que ele foi convidado mas não foi ou a festa de 50 anos da Escola Naval do meu pai, ele “não queria a namorada dele na putaria até o cu da madrugada”, era assim que ele falava), odiava minha tatuagem, me criticou o tempo todo por tê-la feito (oras, o corpo não é meu?). Enfim, ele queria que eu parasse de fazer todas as coisas que me deixavam feliz e cuja alegria ele nunca poderia me dar, pois não dependia dele. Mas o problema é que eu não posso mais fazer isso comigo mesma, pois já vivi o suficiente para saber que a alegria e a felicidade estão dentro de nós mesmos e independem de terceiros a nossa volta. Alegria e felicidade são sentimentos que brotam de dentro para fora quando você se livra de todo o lixo e veneno emocional que guardou dentro de si. Ele não entende que se eu mudasse, eu não seria mais a mulher por quem ele se apaixonou. E ele não entende que ele gostava de mim assim, desse jeito mesmo. Não importa se eu tenho uma tatuagem, um piercing, se gosto de sambar no carnaval, de ir à praia, de me apresentar dançando dança do ventre... Eu entendia que ele ficava com ciúmes se eu fosse à praia, mas ele tinha que entender que esse era um problema dele, e que ele tinha que resolver isso consigo mesmo e eu não deveria parar de freqüentar as praias do mundo por causa disso. Ao invés de brigar comigo e falar grosserias, seria mais fácil entender que se eu voltava tarde para casa quando ia ao Centro da Cidade é porque estava ocupada trabalhando e não porque eu gostava de ficar fora de casa, seu babaca.
Bom, eu é que não ia mesmo ficar com um cara que não me respeitava. Foi por isso que eu o coloquei contra a parede e fiz com que ele terminasse comigo. Eu o amava, mas preferia sangrar e deixar cicatrizar, levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima e estar pronta para outra do que ficar estagnada num relacionamento que estava se deteriorando a passos largos por falta de maturidade dele para entender como funciona a vida. E como eu já disse, Papai do Céu foi muito bom comigo após onze longos meses. Eu já estava pronta para amar de novo quando meu presente de natal veio adiantado. E estou embriagadamente feliz!!! Mas só que eu não podia terminar o ano sem registrar essa estória. Com começo, meio e fim.
FELIZ ANO NOVO!!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aprender a amar

Por que será que pode ser tão complicado um relacionamento a dois? Ou serão os nossos defeitos que tornam um relacionamento algo tão difícil e/ou doloroso?

Antes meus relacionamentos eram difíceis porque eu costumava abrir mão das minhas preferências e, muitas vezes, de coisas importantes para mim. Além disso, havia a circunstância agravante de que eu não exigia do meu companheiro um tratamento condizente com o respeito que eu mereço, enquanto ser humano e companheira. Hoje em dia meus relacionamentos são difíceis justamente porque eu não admito mais abrir mão de ser quem eu sou, nem de fazer o que gosto por homem nenhum e ainda exijo deles o respeito e a consideração que eu acho que mereço (mas parece que eles não acham que eu mereça tanta consideração assim, cada um por seu motivo).

MEU DEUS!!?!! O QUE FAZERRRRRR??!!??

Entre pessoas que se gostam não deveria haver desentendimentos. Deveria haver somente carinho e respeito pelos seres humanos que somos. No entanto, acho que nunca foi realmente nos ensinada a forma certa de se tratar os demais seres humanos. Falta a nós, ocidentais, uma escola que nos ensinasse a tratar as pessoas com a consideração que nós gostaríamos que elas tivessem conosco. Como infelizmente ela não existe, esse aprendizado fica a cargo de cada um durante toda a sua vida. Sem direito a repetir de ano.
Muitas vezes nós estamos tão preocupados com nossos próprios desejos, na satisfação de nossas vontades ou de nossas necessidades, que não temos olhos para ver se estamos tratando com consideração, respeito e educação as pessoas que nos cercam. E o pior de tudo é que quando alguém nos chama a atenção para o que aconteceu, costumamos justificar de todas as formas nosso comportamento, como se a justificativa pudesse apagar o erro. Pura questão de ego e orgulho. Dificilmente aceitamos que fizemos algo de errado. E quando percebemos que fizemos, sempre há um bom motivo para fazer errado.
O orgulho é realmente uma como uma praga que gruda na nossa pele feito um muco e por mais que a gente tente se livrar, sempre vai descobrir um restinho dele lá num cantinho onde a gente não conseguiu fazer aquela assepsia perfeita. Contudo, se a gente não retirar tudo e se não cuidar para que ele não volte, aquele pouco muco que restou vai atrair, de forma silenciosa e na surdina, mais e mais da sua espécie, até que, quando você perceber, estará novamente coberto por ele e cometendo os mesmos erros de antes.

Hoje eu entendo que o amor passa pela seguinte questão: como eu gosto de ser tratada? O que eu quero de um relacionamento? Ou se essa pergunta for muito complexa para visualizar uma resposta, procure saber: o que você não quer de jeito nenhum em um relacionamento? Aí virá uma conclusão lógica: se você não quer ser tratada de tal maneira, então também não vá tratar seu amado dessa forma.
Raciocinando assim, eu mudei meu padrão de comportamento e hoje sou uma pessoa mais feliz. E continuando a raciocinar e a vivenciar esse comprotamento, eu espero superar cada defeitinho que faz de mim um ser humano imperfeito e me tornar uma pessoa ainda mais feliz e plena; e fazendo sempre o melhor para que meu amado seja a pessoa mais feliz do mundo (feliz em seu grau mais alto, em estado de nirvana). Para mim, isso é estar em harmonia com as forças do universo e com o Grande Criador. Seja AMOR.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pedido ao meu filho


Meu filho fez 17 anos. Ele é um rapaz lindo: alto, moreno, cabelos ligeiramente anelados, olhos verdes, cílios longos, feições finas. Parece muito comigo. É carismático e sensível. Tem um humor sarcástico, com tiradas singulares que fazem de suas frases pérolas para a gente rir e não esquecer. Adora música, poesia, futebol e escrever - principalmente sobre a vida e o amor. É romântico e carinhoso, por isso quando se apaixona arria os quatro pneus e trata a menina como se fosse princesa. Mas quando o namoro acaba é uma fossa que não tem fim (até que um dia ela acaba, graças a Deus).

Como grave defeito, percebo que ele é muito fechado, pois não expõe facilmente seus sentimentos e dúvidas interiores. E eu vejo isso com dor no coração, pois eu fui assim por muito tempo e sei muito bem o preço que isso poderá lhe custar no futuro. É também possuidor de uma preguiça mental imensa, contra a qual eu fiz o que eu pude para lutar conta durante sua vida estudantil. Semanas atrás eu entendi a razão desse defeito: um QI de 126. Como tem facilidade para entender, tem preguiça para se esforçar. Com isso deixava de estudar o suficiente para passar de ano sem ficar em prova final ou recuperação. Inteligência mal aproveitada.

Como não bastasse completar seus 17 anos, ele acaba de se formar no segundo grau do ensino médio. Dias antes da colação de grau, quando a ficha começou a cair na minha cabeça, foi que eu entendi a razão do ditado popular "filhos criados, trabalho dobrado". Na verdade, não é o trabalho que dobra, mas é a preocupação que cresce em progressão geométrica. Preocupação com o futuro da pessoa mais importante da vida de uma mãe. preocupação com um futuro ainda incerto, cheio de "se", pronomezinho irritante, que indica possibilidades boas e outras não tão boas assim.

E se ele não passar no vestibular? E se ele tiver que trabalhar para pagar a faculdade? E se ele fizer as escolhas erradas? Essa última pergunta é a que mais me dói o coração, pois é dela que surgem todas as preocupações. Com a vida adulta os pais deixam de ter o direito de interferir nas escolhas dos filhos e no caso de algo dar errado, não podem mais intervir contra a vontade da sua cria.

Um grande amigo de meu pai costuma dizer que a única coisa que os pais podem fazer é ajudar a ajeitar o arco e a flecha na posição que entendamos a mais perfeita. Contudo, no momento em que a flecha será atirada, será apenas pelas mãos de nossos filhos. E nesse momento a escolha será sempre deles. Unicamente deles.

É desesperador entender que criamos os filhos para soltá-los no mundo adulto e que, se eles assim optarem, podem recusar toda a proteção que estamos loucos para dar. Alguma vezes, para o próprio bem deles, os pais precisarão se recusar a dar a proteção que tanto desejam, o que doirá ainda mais em seus corações. Não encontro palavras para descrever como a dor de uma mãe pode ser imensa e pode nunca ter fim. É muito maior do que qualquer palavra que eu conheça, do que qualquer superlativo que eu possa imaginar.

Reconhecendo toda essa verdade, que surge diante de mim como conseqüência de um tempo que passa e de um novo tempo que chega, eu tenho um pedido ao meu filho, um pedido sincero e de todo coração: filho, por favor, escolha certo. E em qualquer escolha que fizer, tenha certeza de que fez o melhor de si para que tudo desse certo. Mas se alguma coisa der errado, não se esqueça de que eu estou bem atrás de você, de braços abertos.

Com amor, sua mãe.