quinta-feira, 7 de maio de 2009

Passada a chateação...

Eu passei o parte do mês de março e metade do mês de abril escrevendo um texto sobre a escolha entre ficar só ou estar com alguém só para não ficar sozinho. Mas na hora de publicar o blog deu um troço e apagou todo o meu trabalho de dias a fio. Fiquei puta da vida e só estou voltando a escrever agora.

Não estoumais com vontade de escrever sobre esse tema. Pode ser que um dia eu volte a ele. Mas não vou encerrar esse assunto sem antes dar o meu conselho:

Cara amiga ou caro amigo,
se você chegar a conclusão de que seu parceiro de relacionamento está te usando para não ficar sozinho, faça o que é melhor para você: cuide de si mesmo e tenha amor próprio suficiente para romper essa relação e com essa pessoa que está te usando de bengala. O que você tem dentro de si vale muito mais do que essa pessoa está disposta a te dar. Portanto, use todo esse sentimento para si mesmo e o mantenha mesmo que ache alguém que o mereça. Porque quando alguém abre mão do seu amor próprio dentro de uma relação, o outro não nos trata da maneira que queremos, muito menos da maneira que merecemos. E isso pode jogar por terra até a mais linda, tórrida e singela estória de amor. Meninas, eu vi, eu vivi. Beijos a todos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amigo é coisa para se guardar...

Viver é difícil. Tomar as atitudes corretas é muito difícil. Ser fiel a nossos próprios princípios também é difícil. Mas quando a gente consegue sobreviver a esse mundo cão podendo ser o que a gente realmente é, sem precisar se esconder atrás de máscaras ou personagens assumidos, isso traz uma sensação gratificante. Ser uma pessoa alegre, espontânea, de coração e olhos abertos para as oportunidades que a vida oferece, saber fazer e manter os amigos, saber dar valor às pessoas que nos amam, exercer a compaixão (cabe um texto imenso só para explicar o que isso pode vir a ser)

Mas, contudo, porém, todavia (sempre existe um "mas" para atrapalhar), não obstante escolher viver sendo uma pessoa verdadeira e fiel aos seu princípios, sempre haverá aqueles que têm a alma repleta de veneno emocional e poderão interpretar errado o que fazemos, tirar conclusões precipitadas e nos magoar. O problema é maior ainda quando somos mal interpretados por alguém que consideramos um amigo.
Amigo que é amigo acredita em nossas intenções. Um pessoa que sabe ser amiga dos seus amigos não tira conclusões precipitadas. Quem tem a sabedoria de ser amigo sabe a hora de dar um crédito de confiança e aguardar o melhor momento para tomar uma posição. E o mais importante: amigo que dá valor aos seus verdadeiros amigos não escolhe o (a) namorado (a) em detrimento do amigo quando quem está equivocado é o primeiro
Saiba ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para perceber quem são seus verdadeiros amigos, pois são eles quem irão te acompanhar até o fim.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Plutão em Capricórnio na Casa 1 – Colocando o Lixo Emocional para Fora e Aprendendo com nossos Erros

Eu creio em astrologia. Creio, mas nunca fiz um mapa astrológico. Primeiro porque é um bem cujo preço não pode ser suportado pelos meus bolsos (não que o valor cobrado não valha o trabalho do astrólogo, não estou discutindo isso), e segundo porque ainda não encontrei alguém que me inspirasse confiança o suficiente para me fazer ter coragem para desembolsar vultosa quantia, sendo que muitas vezes as previsões pareçam ser, digamos, fruto de uma adivinhação qualquer. Mas essa semana eu soube por fonte fidedigna (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) eu soube por fonte fidedigna e dona de uma sabedoria respeitável (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) uma informação preciosíssima para as pessoas do signo de Capricórnio ou cujo ascendente seja Capricórnio. Como de graça veio, de graça também vou dividi-la, então lá vai.

Atenção minhas queridas amigas capricornianas e demais capricornianos ou pessoas com ascendente nesse signo: Plutão está nesse momento entrando na casa 1 do signo de Capricórnio. Fui então pesquisar sobre o assunto e então descobri que na astrologia, Plutão representa as fases de transformação que o ser humano atravessa na vida, estando associado à complexidade e à situações decisivas, onde a pessoa é forçada a encontrar a resolução sozinha. Traduzindo: nas relações pessoais, será um período onde o todo o lixo emocional que guardamos em nosso inconsciente vai aflorar para o consciente a fim de proporcionar a reflexão sobre tais sentimentos e, por conseqüência, uma transformação para melhor. Traduzindo mais ainda, os capricornianos terão oportunidades para colocar para fora aquilo que estão segurando dentro de si há sei lá quanto tempo, pirar na batatinha, jogar a merda no ventilador, errar (muito) feio e depois avaliarem os seus erros, tomarem vergonha na cara e consertarem seus desvios de comportamento. E serem mais felizes.

Pois bem, escrevi essa semana sobre uma angústia que passei. Ao comentar de forma genérica sobre o assunto com minha terapeuta, ela então me revelou essa pérola de informação. Disse que seu ascendente é Capricórnio e que, portanto, também sofre as mesmas influências das pessoas desse signo. Disse-me ainda que ela também passou num dia desses por uma situação na qual ela não reagiria normalmente da forma enfática que reagiu e se tocou que isso poderia estar acontecendo por causa da tal influência de Plutão. Por fim, ela me aconselhou a analisar o que dentro de mim poderia ter causado tal reação para que eu avaliasse minhas ações e então ajustasse o que fosse necessário.

Assim sendo, eu que antes achava que estava coberta de razão, mas que apenas tinha exagerado na reação, pautei minha reflexão sob a ótica de que eu estava realmente errada em agir daquele jeito. Raciocinando dessa forma, descobri que fui uma idiota. Descobri que fui insegura e que me deixei dominar pelo ciúme. Descobri que cometi o mesmo erro que muito já cometeram comigo diversas vezes, o erro que pode fazer desmoronar o mais sublime dos sentimentos. Por causa do ciúme, me coloquei na egoística posição de vítima da insegurança. Pirei na batatinha e explodi o pote de maionese.

Mas por que eu, que sofri tantas vezes por causa do ciúme na maioria dos meus relacionamentos anteriores, fui logo cair na mesma armadilha? Por que eu não parei antes de errar? Por que eu não vi o erro? A resposta não foi nada bonita.

Errei porque descobri que estou com esse defeito entranhado em mim. Não sei qual a razão, mas ele está ali e sempre esteve, só esperando uma oportunidade para aparecer. Não havia aparecido antes porque o sofrimento foi grande demais para que eu me desse conta de que tinha a capacidade de cometer o mesmo erro.

Ao me dar conta de que eu fui tão vil quanto os outros foram comigo eu chorei. Chorei por reconhecer a existência de uma parte ruim do meu ser. Tomei consciência de que eu não sou a pessoa tão boazinha assim que eu pensava ser. Percebi que era capaz de magoar uma pessoa muito querida e amada por medo de perdê-la, exatamente do mesmo jeito que fizeram comigo antes.

Fiz o que fiz porque tive medo de ser enganada. Não tenho medo de ser deixada, de ser trocada, mas medo de ser traída. Mas temos a obrigação de dominar os nossos medos. Medo nenhum justifica atitudes equivocadas.

Depois de enxugadas as lágrimas e recuperada a calma, me lembrei que um relacionamento se baseia antes de tudo em confiança. É simples: quem ama confia. Se não confia, não sabe amar, então vá aprender a confiar antes de se meter num relacionamento a dois, porra.

Se eu escolhi ficar com essa pessoa é porque lhe dei meu voto de confiança e ela não precisa provar a mim o tempo todo que não vai me enganar. Não vou permanecer numa relação onde eu ache que não possa confiar na pessoa. Se eu não puder confiar não vou cobrar nada, apenas desfazer o relacionamento. E se eu confiei, não vai ser um momento (ou dois) de insegurança que vai (vão) me fazer pirar. Simplesmente vou respirar fundo, limpar a minha mente e organizar meus pensamentos. A calma e a segurança virão como conseqüência do meu amor próprio e do amor que tenho por essa pessoa. Que seja eterno enquanto dure.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Angústia da Indefinição

Situações indefinidas me causam um desconforto imenso e por isso não consigo lhidar bem com elas. Eu entendo que quando a gente quer algo de verdade, e principalmentese o que a gente quer envolve outra(s) pessoa(s), a ambiguidade gera uma situação de indefinição, dando margem à interpretações negativas e insegurança. Como tento pautar minha vida tratando as pessoas a minha volta com a consideração que eu gostaria que eles tivessem por mim, quando estou num relacionamento ou numa situação de grupo, faço questão de deixar minha posição muito clara para todo o mundo, a fim de evitar a tal da ambiguidade.
Mas hoje eu me vi numa situação ambígua. E me senti deveras desconfortável. E isso aconteceu pela internet. Acho engraçado, no mínimo curioso, o fato de as pessoas quererem usufruir o lado bom dessa ferramenta de comunicação, mas não se tocando de que se você mescla sua vida real com sua vida virtual, as regras de relacionamento com terceiros e com o resto do mundo se estendem para a segunda.
Vejam bem, não estou falando de assumir um personagem virtual, mas de ser você mesmo. Estou falando da internet como um canal de comunicação da vida real, de quem a gente é ou ao menos pensa que é. O mais importante nisso é a forma como você se mostra às pessoas do seu relacionamento interpessoal e ao resto do mundo.
Então, é muito chato, e pode ser muito constrangedor, quando uma pessoa importante na sua vida dá margem à interpretações ambíguas sobre a sua posição na vida virtual dela. Terceiros que observam podem levar isso para a vida real. E, ao menos na minha opinião, tudo o que dá margem a mais de uma interpretação tem urgência em ser definido.
Angustiada, procurei a única pessoa que poderia me dar uma resposta, qualquer que ela fosse. Qualquer resposta, qualquer indicação serviria, ainda que fosse um "é, temos que conversar a esse repeito", mas torcendo avidamente para ser um "peraí, não é nada disso, você está exagerando".
Liguei, mas o momento não era propício para conversa. Não conseguindo esconder os sentimentos ruins que tomavam conta de minha mente, pedi um retorno da ligação o qual foi combinado para mais tarde. Mas que até agora não aconteceu. Apenas a ausência. Apenas o silêncio.
A cada minuto que passava a angústia gerada pela indefinição aumentava a passos galopantes, até que não consegui me conter e enviei uma mensagem virtual contado o que se passava na minha mente. Será exagero meu? Será que tudo não passa de um equívoco da minha parte e estou dando importância demais a algo que não quer dizer nada? Somente uma pessoa tem a resposta, mas ela não teve a consideração de entrar em contato (como diz o ditado, pimenta nos olhos dos outros é refresco).
Fui dormir tentando mudar a direção dos meus pensamentos. Mas como poderia dormir havendo uma questão tão importante assombrando a minha existência? Deitei em posição fetal como sempre faço, mas dessa vez procurando um abrigo para me esconder da dor que tomava conta de mim.
Na tentativa desesperada de manter a calma, peguei os dois livro que mais busco nos momentos difíceis e os coloquei junto ao meu plexo solar, para que toda a sabedoria contida neles pudesse ser transmitida por osmose através desse chakra, ao mesmo tempo protegendo-o dos sentimentos angustiantes que não saíam de minha mente. Assim adormeci.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Saber amar (de novo, mas é diferente)




Nessa vida eu passei por experiências que me ensinaram a dar muito valor ao aqui e agora. Aprendi a dar valor aos momentos felizes que temos e as oportunidades de aproveitar o tempo passado ao lado da família e dos amigos verdadeiros. Aprendi a dar valor às pessoas a nossa volta e a me lembrar com muito mais força das atitudes maravilhosas de apoio, amizade e amor do que das suas atitudes erradas.

Por essa razão, às vezes tenho dificuldade em lidar com o homem por quem estou apaixonada. Eu já me arrependi antes por não ter demonstrado de forma adequada o quanto a companhia de uma pessoa querida me fazia me sentir feliz, e depois de ter sofrido um acidente de carro o qual eu posso dizer que foi uma oportunidade para nascer de novo, passei a vivenciar a cada dia de minha vida a frase "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", pois eu poderia não ter tido um amanhã.

Eu vivo com vontade. Com vontade de aproveitar cada momento do meu dia sendo feliz. Aproveito cada oportunidade para dizer as minhas amigas que as amo e que reconheço o presente que é poder estar ao lado delas. Agradeço minha mãe por tudo o que ela fez por mim, até suas atitudes equivocadas, pois sei que tudo o que ela fez foi por amor, mesmo que não tenha tomado a atitude mais acertada. Encho a paciência do meu filho, demonstrado o quanto eu o amo e o quanto sua presença na minha vida me faz feliz. Agradeço toda semana aos mestres de luz pela oportunidade de trabalhar na obra de Deus e a ajudar àqueles que nos pedem ajuda, assim como um dia eu pedi e continuo a pedir. E quanto ao meu amado, aproveito cada segundo ao seu lado desejando que fosse eterno, como se fosse o último, pois a verdade é que isso realmente pode acontecer de ser.

A vida me ensinou que temos a chance de ser mais felizes se nos permitirmos sentir plenamente nossos sentimentos e é assim que eu vivo, mas parece que faço parte de uma minoria incompreendida.

Não vou dizer que a culpa é dos homens. Mulheres não são melhores que os homens nem vice-versa. Parem de transformar tudo em guerra dos sexos! A culpa é das p-e-s-s-o-a-s! São as pessoas, sejam homens ou mulheres, quem escolhem viver suas vidas do jeito que vivem. São as pessoas quem decidem o quanto irão amar a si mesmas e o quanto irão demonstrar aos seus queridos e ao mundo o que pensam e o que sentem. Suas atitudes falarão por vocês exatamente o que querem que os outros saibam. E o que não for dito, o que permanecer apenas em sua mente, não poderá ser lido nas entrelinhas se houver a possibilidade de interpretação ambígua.
Quer que a pessoa amada tenha certeza absoluta de que você a ama? De que você a considera uma pessoa importante? Então não tenha receios de ser claro em suas palavras e suas atitudes. Diga para ela que a ama, o quanto a ama. Declare o mesmo na frente de todos e corrobore suas palavras com ações não só entre quatro paredes, mas aos quatro cantos.

Sem falsa modéstia, sei que a minha estrela brilha muito forte. Mas também sei que nem todos têm a capacidade de senti-la, pois seus sentidos estão encobertos. E por causa disso, essas pessoas não conseguem perceber o quanto elas também podem brilhar e serem muito mais felizes do que são agora. Não percebem sua própria capacidade de fazer do mundo um lugar melhor para si mesmas e para as pessoas que amam. Uma pena.

Intensidade

Sou uma pessoa intensa. Tenho sentimentos dentro de mim que muitas vezes não cabem no meu coração. Eles simplesmente transbordam e tomam conta da minha mente e do meu ser e aí não consigo pensar em mais nada. Não consigo cumprir minhas tarefas, não consigo mais estudar ou trabalhar. Por isso preciso escrever. Por isso necessito dançar.
Sempre fui assim, como um barco à deriva no mar sendo levado pelos ventos do turbilhão de sentimentos que tomam conta de mim, deixando que a correnteza me levasse como fosse dona do meu destino. Todavia, hoje em dia nem tanto. Não me deixo mais me levar pela correnteza, pois eu descobri o poder que tenho para segurar o leme e fazer eu mesma a minha rota. Nunca mais vou deixar que outras pessoas façam isso por mim. Não delego esse poder a mais ninguém, não permito que isso se repita.
Quanto aos ventos, ahhh, os ventos, os sentimentos. A vida também me ensinou a manejar as velas para controlar o vento e fazer bom uso deles. O único problema é que às vezes eles são intensos demais para que eu consiga controlá-los da forma que eu gostaria...
E quando os sentimentos são intensos demais, há duas saídas: ou aproveitar e viver com intensidade ou ficar quieta até eles se acalmarem. mas eles podem ser intensos e alegres ou intensos e tristes. Por isso, antes de tomar qualquer decisão é preciso saber onde tais ventos irão me levar. Para tanto, penso dez vezes, se for necessário, antes de agir. E ajuda muito escrever. Escrevo para colocar a mente em ordem e saber o que fazer, como reagir. Penso muito para ter a certeza de que fiz o melhor que eu podia naquela ocasião para que corresse tudo bem. Por isso é que não tenho o mal costume de me arrepender dos meus atos. Procuro me assegurar de que não estou fazendo nada de ilegal ou que possa prejudicar ou ferir alguma pessoa. Não quero mais repetir os erros de antes. Sei que aprendi bastante com eles e não pretendo repeti-los. Se foi imoral... bem, aí é outra estória.
E mais tarde, num dia qualquer, uma música especial tráz à tona tudo o que eu senti naquele momento que já passou. Aí então, é a hora de dançar.
Titulo da Música: Soul
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita

quero te falar na minha canção
coisas que habitam o meu coração
quero respirar, voar no seu ar
quero largar da solidão
te dizendo quem sou
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita
eu não quero conta de chegar
quero chegar junto com você
nem quero saber se o tempo passar
sei que um dia desses você vai entender
quem eu sou

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OUÇA!!!!!!!

"Ouça, vá viver a sua vida com outro alguém,
hoje eu já cansei de pra você não ser não ser ninguém.
O passado não foi o bastante pra lhe convencer
que o futuro seria bem grande só eu e você.
Quando a lembrança com você for morar
e bem baixinho de saudade você chorar,
vai lembrar que um dia existiu um alguém
que só carinho pediu e você fez questão de não dar,
fez questão de negar."
(Ouça, Maysa)

Pena que eu só soube da existência dessa música no dia de hoje, porque essa música é um resumo de como eu passei o ano de 2008 até meados do mês de novembro.
Caraca, que ano ruim eu passei. Onze meses!!!!! Foram onze meses achando que alguma coisa iria melhorar. Quer dizer, é claro que melhorou, e muito mais do que eu poderia imaginar, pois Papai do Céu me mandou um lindo anjo moreno que conquistou meu coração e por quem eu estou maravilhosamente apaixonada. Mas foram sete meses em crise de relacionamento, que culminou com um pé na bunda por telefone (é verdade, dois anos e quatro meses de namoro acabados sem a menor consideração assim).
Depois disso ainda houve mais dois meses em que eu tentava levar a minha vida adiante, tentando superar o acontecido, mas o cretino volta e meia me dava o ar da sua graça através de recados ou e-mail, trazendo à tona todos os sentimentos de mágoa de volta. Eu estava bem e ele aparecia de propósito só para me trazer todos os fantasmas novamente: as coisas boas que aconteceram, os fatos infelizes e o pior: tudo o que poderia ter acontecido de bom, mas não aconteceu. Foi assim por dois meses até eu descobri que... durante todo esse tempo ele já estava namorando! E, voluntariamente, ele escondeu esse fato de mim!! Por dois meses inteiros!!! E eu descobri isso justamente numa época em que ele me ligou pedindo pelo-amor-de-deus-para-eu-o-encontra-pela-última-vez (logo ele que me deu o fora por telefone e disse que não havia razão para a gente se ver, por isso que ele é um cretino).
Então, eu, que não sou fura-olho e não pretendo fazer a ninguém o que eu não gostaria que fizessem a mim, deixei bem claro que só o encontraria após ele ter terminado com a garota. Eu não deixaria que ele encostasse um dedo em mim se ele ainda estivesse comprometido. E foi assim por mais dois meses. Durante esse tempo eu esperei que ele terminasse com a menina, apesar das fortes investidas dele e da minha forte tendência a esquecer toda a dor que sofri e voltar para ele.
Contudo, faltou o principal. Apesar dele dizer que quando estava com a garota só pensava em mim, ele não conseguia terminar com ela. Falava, falava, mas não tomava atitude alguma. Ele me dizia que não queria magoar ninguém, mas na verdade, estava magoando a mim e não se importava com isso, apesar dos meus constantes avisos sobre o que estava ocorrendo. Mas o pior de tudo é que faltou o mais basilar: respeito e consideração. Ele demorou a entender que nunca deveria ter terminado comigo daquela forma desrespeitosa. Demorou a entender que não deveria ter me tratado com o descaso com que me tratou o ano todo. Demorou também a entender que deveria ter confiado em mim, ao invés de ter acreditado nas vozes que inflavam o seu ego contra mim, quando eu apenas defendia um pouco de respeito e espaço. Souberam pegar no ponto fraco dele: a vaidade. A vaidade é um dos piores defeitos do ser humano, pois é aquele ponto onde a armadilha vai ser fatal. Uma pessoa que tem tendências dominadoras e que não admite estar errada será sempre vítima fácil do ego. É só saber direitinho as palavras a serem usadas e a pessoa cai na armadilha.
E foi assim que fizeram a cabeça dele contra mim, inflaram seu ego para convencê-lo de que eu não o amava. Foi assim: o cretino começou a reclamar de mim para uma menina que nem me conhece e que estava interessada nele. Ela soube manipulá-lo e ele caiu que nem um patinho na conversa dela. Contra mim havia os fatos de que eu já não tinha mais graça (não era carne nova) e batia de frente com ele porque entendo que há coisas pelas quais nenhuma pessoa deve abrir mão, nem pela pessoa amada, e por sua vez, ele queria que eu deixasse de ser quem eu sou, do jeito que ele me conheceu, além de ser um machista do cacete. O infeliz só se esqueceu de que o amor não se mede pelo fato de alguém abrir mão de seu amor-próprio pela outra pessoa, ou pela quantidade de vezes que alguém deixa de fazer o que gosta porque o outro pediu. Ele se esqueceu de todas as vezes que eu fiz algo que ele pediu, do quanto eu o ajudei emocionalmente com seus problemas, dos sacrifícios que fiz por causa dele e o quanto eu lhe fui solidária e o protegi em certas situações, fazendo até mesmo o que não deveria fazer por ele, fora todo o meu amor.
Quero deixar bem claro que não me arrependi de ter feito nada disso. Sei que dei o melhor de mim por essa relação e tenho a consciência limpa de toda e qualquer culpa. Todas as vezes que discutimos foi em defesa do meu espaço como pessoa e do meu amor-próprio, o qual aprendi, às custas de muito sofrimento, a não abrir mão por homem nenhum. Faria e farei tudo novamente pelo homem que amo e até mais do que fiz, mas sem abrir mão da felicidade a qual somente eu posso proporcionar a mim mesma.
Assim sendo, completados quase quatro meses de montanha-russa emocional, onde eu tentava subir mas o cretino aparecia e me puxava para baixo de novo, eu resolvi dar um basta definitivo nessa estória. Mas com a insistência do menino, fui obrigada a ser rude com ele. Aproveitei que a internet caiu e nem me despedi dele no msn, numa conversa onde eu já estava saindo de forma bastante incisiva, com as seguintes frases: "depois de tudo o que você me fez, eu é que não voltaria para você" e "e com licença porque eu já vou dormir". A banda larga caiu logo depois que eu mandei essa frase. Sei que pegou malzão, mas quer saber? Ele fez tão pior comigo durante o ano que eu nem me importei. No dia seguinte pela manhã eu já tinha em meu orkut uma conseqüência desse ato: havia um depoimento de uma amiga minha a qual havia conversado com ele após eu sair do msn. Marcamos para conversar mais tarde e ela me enviou por e-mail o arquivo com a conversa deles, onde ele afirmou que eu falei grosserias que ela e todos que me conhecem sabem que nunca sairiam da minha boca, muito menos dos meus dedos para a internet.
Nesse ínterim, conhecidos em comum me contaram coisas que ele já estava aprontado enquanto estava comigo. É triste perceber como aquelas pessoas se decepcionaram com o caráter dele por causa do que ele fez comigo. A pessoa tem tudo: uma companheira, amor, uma amiga e não dá valor ao que tem. As pessoas viram isso e não gostaram do que ele fez. Por isso me contaram e foram solidárias a mim.
E depois eu ainda recebi um e-mail dele, que por obra do destino (ainda bem) eu só fui ler uns vinte dias depois de recebido não sei porque, onde ele pôs toda a imaturidade, egoísmo e machismo dele para fora. Não respondi nem vou responder a nada. Aquelas palavras no msn foram as últimas, pois ele me decepcionou muito. Não adianta ele me dizer que não havia intenção de me magoar, pois o que ele fez realmente magoou muito e de boas intenções o inferno está cheio. O fato é que ele simplesmente me tratou como lixo. E eu fiz de tudo, dei o melhor de mim para que nós crescêssemos como um casal, sem, é claro, esquecer do meu amor-próprio.
O problema todo é que ele queria que eu mudasse, que eu deixasse de ser quem eu era e me tranformasse em outra pessoa que ele inventou (e que seria uma pessoa frustrada por toda a sua vida). Ele queria que eu parasse de gostar de dançar e de ser uma pessoa sociável, tinha que estar em casa na hora que ele queria (não interessava se o motivo da saída era o aniversário da minha mãe que ele foi convidado mas não foi ou a festa de 50 anos da Escola Naval do meu pai, ele “não queria a namorada dele na putaria até o cu da madrugada”, era assim que ele falava), odiava minha tatuagem, me criticou o tempo todo por tê-la feito (oras, o corpo não é meu?). Enfim, ele queria que eu parasse de fazer todas as coisas que me deixavam feliz e cuja alegria ele nunca poderia me dar, pois não dependia dele. Mas o problema é que eu não posso mais fazer isso comigo mesma, pois já vivi o suficiente para saber que a alegria e a felicidade estão dentro de nós mesmos e independem de terceiros a nossa volta. Alegria e felicidade são sentimentos que brotam de dentro para fora quando você se livra de todo o lixo e veneno emocional que guardou dentro de si. Ele não entende que se eu mudasse, eu não seria mais a mulher por quem ele se apaixonou. E ele não entende que ele gostava de mim assim, desse jeito mesmo. Não importa se eu tenho uma tatuagem, um piercing, se gosto de sambar no carnaval, de ir à praia, de me apresentar dançando dança do ventre... Eu entendia que ele ficava com ciúmes se eu fosse à praia, mas ele tinha que entender que esse era um problema dele, e que ele tinha que resolver isso consigo mesmo e eu não deveria parar de freqüentar as praias do mundo por causa disso. Ao invés de brigar comigo e falar grosserias, seria mais fácil entender que se eu voltava tarde para casa quando ia ao Centro da Cidade é porque estava ocupada trabalhando e não porque eu gostava de ficar fora de casa, seu babaca.
Bom, eu é que não ia mesmo ficar com um cara que não me respeitava. Foi por isso que eu o coloquei contra a parede e fiz com que ele terminasse comigo. Eu o amava, mas preferia sangrar e deixar cicatrizar, levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima e estar pronta para outra do que ficar estagnada num relacionamento que estava se deteriorando a passos largos por falta de maturidade dele para entender como funciona a vida. E como eu já disse, Papai do Céu foi muito bom comigo após onze longos meses. Eu já estava pronta para amar de novo quando meu presente de natal veio adiantado. E estou embriagadamente feliz!!! Mas só que eu não podia terminar o ano sem registrar essa estória. Com começo, meio e fim.
FELIZ ANO NOVO!!!