terça-feira, 27 de março de 2012

As 4 Leis da Espiritualidade Ensinadas na Índia Interpretadas por Mim.


          Pode ser muita presunção da minha parte querer explicar o significado de algo, principalmente de conselhos tão antigos quanto a sociedade. Mas o período turbulento que estou passando me faz ficar bastante filosófica e querer aplicar tudo o que leio à minha realidade presente. Então, aplicando as 4 leis da espiritualidade ensinadas na Índia para minha vida, aí vai a minha interpretação. 
As 4 Leis da Espiritualidade Ensinadas na Índia 

Primeira Lei:

“A pessoa que vem é a pessoa certa“.
            Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
O que eu penso:
          Penso que Deus sabe como agir em nossas vidas. qaund alguém entra em nossas vidas por uma ação que parece ser coincidência, isto é simplesmente Deus agindo em nosso benefício. E esta pesoa tem a missão de nos ensinar algo, asim como nós também temos a missão de ensinar algo às pessoas. Todos na vida são, ao mesmo tempo, alunos e professores, através do nosso caráter e principalmente de nossas ações.
          

Segunda Lei:
“Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
            Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
O que eu penso:
          Temos que enchergar esta lei sob uma ótica que os ocidentais e católicos não estão acostumados. Tudo o que vem de Deus é perfeito, mas nem todas as nossas atitudes são perfeitas. Muitas vezes, na maioria delas, agimos de acordo com as nossas imperfeições.
          A verdade é que acontece a única coisa que poderia ter acontecido de acordo com as nossas escolhas. Por isso é que temo que tomar muito cuidado com tudo o que dissermos e fizermos. É bom ter em mente que sempre há mais de uma opção. Sempre há mais de uma maneira de agir, sempre há mais de uma forma de dizer o que se quer dizer, sempre há a opção de não dizer. Sempre há a opção de controlar nossa raiva, nosso instinto, nossa violência, nossos sentimentos. Sempre há a opção de sermos amáveis e de respeitar, assim como sempre há a opção de agirmos com violência e raiva. Tudo o que dissermos e fizermos são única e exclusivamente NOSSA RESPONSABILIDADE.
          Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido por que? Por vontade de Deus? Não, já que somos donos do nosso livre arbítrio. Aconteceu porque escolhemos que acontecesse assim, de acordo com as nossas características, que podem mudar de acordo com a nossa vontade.
         

Terceira Lei:

“Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
           Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
O que eu penso:
          Lei perfeita em todas as suas palavras. Penso que SOMOS DERROTADOS APENAS QUANDO DESISTIMOS. Estamos prontos para iniciar algo novo ou reiniciar alguma coisa de uma nova maneira A CADA DIA DE NOSSAS VIDAS. Cada momento é o momento certo de mudar. Baste ter coragem e humildade para isso. O problema é que ter essas virtudes é difícil pacas. É a velha história do ego e suas imperfeições. Quem se sente ferido é o ego. Quem se sente em perigo é sempre o ego!!!!! Quem se sente magoado é o ego. Quem não perdoa é o ego. Quem se sente inferior e incapaz é o ego. Nossa alma perfeita e imortal está sempre pronta para inicial algo novo e os grandes desafios da humanidade hoje sã:o dominar o instinto animal que nos resta de outras encarnações e superar o ego.


 Quarta Lei:

“Quando algo termina, ele termina“.
           Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência.
O que eu penso:
          Sim, termina quando termina e é para nossa evolução. Mas muitas vezes nós optamos por acabar através da desistência, e eu acredito que nesses casos nós ainda não aprendemos a lição e nós perdemos a oportunidade de evoluir. Aí tudo vai acontecer de novo, vamos errar da mesma maneira, cometer os mesmos erros, até que tenhamos aprendido a nossa lição. e tenhamos nos enriquecido com a experiência.
          Mas o que é terminar? Quando é que acaba? Quando desistimos? Quando mudamos? Quando decidimos ter coragem para mudar o que está errado em nós mesmos e em nossas vidas? O que é terminar???
Só esta lei já dá um texto inteiro. Ela nos trás mais perguntas do que respostas.
           Daí eu presumo que: ÀS VEZES PARECE QUE ACABA, MAS NÃO ACABA, POIS SÓ VAI TERMINAR DE VERDADE QUANDO APRENDERMOS A LIÇÃO.
           Não adianta tampar o sol com a peneira. Não adianta terminar um relacionameno ou uma amizade ou romper com alguém se você fez isso sem evoluir. Só vai acabar de verdade depois de repetirmos a situação tantas vezes que aí sim vamos aprender e evoluir. Por isso é que eu sou da opinião de que não adianta se afastar das pessoas com quem temos problemas e discussões. Elas vão sumir de nossas vidas, mas os defeitos e a mágoa não. O que adianta de verdade é encararmos nossas limitações impostas pelo ego e desejarmos de verdade nos despir de cada uma delas. Só assim tudo vai terminar.
Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado. Fica a dica.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Despindo dos Defeitos

Assim como a tragédia e a maldade chamam mais a atenção do que os atos de bondade, o que fazemos de positivo não tem o poder de se espalhar tão rapidamente quanto aquilo que fazemos de errado. No primeiro caso fica sempre uma vaga lembrança que se reforça de vez em quando. Mas no segundo, temos a capacidade se nos lembrar com mais força das injustiças que sofremos e sempre jugamos os demais com mais severidade. A memória marca com mais intensidade as agruras e desfaz as boas memórias com o passar do tempo, até que um dia alguém ou alguma coisa te faz lembrar deste fato e você fala: "Puxa, eu até tinha me esquecido disso... como isso foi acontecer?"
Falar mal de mim ou de alguém é fácil. O difícil é se colocar no meu  lugar ou no desta pessoa e se lembrar que a gente já pode ter feito igualzinho, ou até pior.
Difícil é entender que somos todos imperfeitos e que uma certa dose de terapia na vida não só não faz mal, mas é extremamente recomendável a todos. Aliás, deveríamos fazer terapia desde a infância nas pré-escolas para no futuro evitar de culpar os nossos pais ou algum coleguinha que fez algo de errado conosco e cujo ato se reflete em nossas futuras escolhas. Quando somos crianças não temos maturidade para decidir e fazemos o que fomos, digamos, "treinados" para fazer. Mas quando nos tornamos adultos e conseguirmos encarar nossos traumas, à medida que estes saírem do inconsciente, nós teremos mais poder e força para quebrar tais paradigmas. Não somos mais controlados pelos nossos pais ou por alguém mais forte. Agora nós somos adultos e temos dentro de nós toda força em potencial  para decidir e agir de acordo com nossa vontade. 
Justamente porque ser adulto exige que nos responsabilizemos por nossos atos, o nosso "treinamento" não justifica nossas atitudes.

Quando Músicas da Amy Lee falam por Mim...

My Immortal   Meu Imortal


I'm so tired of being here   Estou tão cansada de estar aqui
Suppressed by all my childish fears   Reprimida por todos os meus medos infantis
And if you have to leave   E se você tiver que ir
I wish that you would just leave   Eu desejo que vá logo
'Cause your presence still lingers here   Porque sua presença ainda permanece aqui
And it won't leave me alone   E isso não vai me deixar sozinha
These wounds won't seem to heal   Essas feridas parecem não cicatrizar
This pain is just too real   Essa dor é tão real
There's just too much that time cannot erase   Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
When you cried I'd wipe away all of your tears   Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fearsQuando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim
You used to captivate me   Você costumava me cativar
By your resonating light   Com a sua luz ressonante
Now I'm bound by the life you've left behind   Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás
Your face it haunts my once pleasant dreams   Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Your voice it chased away all the sanity in me   Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
These wounds won't seem to heal   Essas feridas parecem não cicatrizar
This pain is just too real   Essa dor é tão real
There's just too much that time cannot erase   Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
When you cried I'd wipe away all of your tears   Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fearsQuando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim
I've tried so hard to tell myself that you're goneEu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi
But though you're still with me   E embora você ainda esteja comigo
I've been alone all along   Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo
When you cried I'd wipe away all of your tearsQuando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fears   Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim

quarta-feira, 21 de março de 2012

Caindo na real

"Eu pensei que tinha o mundo e amanheço mortal... O que eu procuro afinal... Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal..." Lenine, O Silêncio das Estrelas

Sentir-se mortal é uma merda...
Eu me sinto mortal quando vejo meus defeitos. Também me sinto mortal quando uma mágoa dói tanto, que parece como se eu estivesse em queda livre dentro de um profundo precipício. Maldito ego que se esconde dentro de nossas mentes e atrapalha o ser perfeito que fomos criados para ser!!!
Me sinto mortal quando vejo que sou impotente para ajudar quem não quer ser ajudado.

Sei que minha alma é imortal, mas este corpo que um dia vai apodrecer na terra sente, sangra, chora.
Às vezes a dor é tão profunda que eu me sinto sangrar. Sinto como se a dor fizese sangrar minha energia. Minhas esperanças vão saindo com meu fluido vital pelos meus poros, pelos meus ouvidos, boca, olhos... e pelas minhas lágrimas. Minha vida vai se esvaindo lentamente á medida que dói.

Me sinto mortal quando decepciono alguém. Quando creio que não sou capaz de atingir minhas metas e de realizar meus sonhos.

Me sinto super ultra mega mortal quando percebo que ainda não sou capaz de me fazer plenamente feliz. Me sinto mal e imperfeita quando dói quando sinto a dor de a minha felicidade ainda depende de que alguém.

E pior, minha felicidade depende de que este alguém não me magoe, pois eu ainda não sei como me blindar contra a mágoa e o sofrimento causado pelas pessoas que amo e a quem confio.

Por tudo isso eu sei que sou mortal.

"Não há outro pecado além da estupidez." Oscar Wilde

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA

Recebi este texto por e-mail e acho que ele fala por si. Vou refletir bastante e depois comentar.

1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus.  Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor > e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos
 seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

 7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

 8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

 9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

 Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas? Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amar, Doar...


Preciso escrever para organizar os sentimentos que estou sentindo. Preciso organizá-los para ter consciência do que está fazendo me sentir mal. Não quero empurrar para o inconsciente para esquecer, pois isso não vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde, estes sentimentos voltarão com toda força, como uma ferida que não cicatrizou e criou uma doença emocional. Por isso é necessário falar sobre isso agora.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, a vida é um campo infinito de dificuldades. Não há como fugir disso. Nunca se sabe onde, nem quando elas aparecerão. Por isso, acho que o devemos viver com amor, alegria, compaixão, carinho, apesar das pedras que podem aparecer e sempre aparecerão em nossos caminhos.

Se cada vez que aparece um ou mais problemas nós nos esquecermos de ser gentis, educados e de valorizarmos nossos semelhantes, bem como as pessoas que estão ao nosso redor, viveremos ao redor de nosso próprio mundo, esquecendo que aqueles com quem convivemos também têm seus problemas e necessidades. Um ajuda o outro. É assim que a vida em comum funciona.

Ainda, a parte mais difícil de todas, principalmente quando estamos com nossos pensamentos voltados para nossos próprios dilemas, é lembrar-se de dar sem expectativas de receber. DOAR. Doar é difícil. Para doar é preciso esquecer uma parte de si mesmo, é preciso desapegar, deixar ir e se contentar simplesmente com isso.

Podem-se doar bens, dinheiro, mas também se pode doar tempo, atenção, dedicação, sentimentos. Esses são, em minha opinião, ou pelo menos para mim, os mais difíceis de seres doados.  Por mais que a gente imagine que está fazendo sem esperar nada em troca, no fundo sempre há uma expectativa de retorno de sentimentos, que irão nos fazer sentir eufóricos, felizes e, erroneamente, plenos.

Um dos maiores problemas nos relacionamentos amorosos é este: achamos que estamos doando, que não queremos nada em troca. Mas de repente nos sentimos feridos com aquela atenção que demos e não houve reciprocidade, com aquele carinho que não teve retorno. Muitas vezes as pessoas nem percebem o que fazem: que doam esperando receber, que recebem e não devolvem. E, olha, nunca é por mal, nem um, nem outro. E se não é por mal, por que fazemos isso sem nem perceber?

É aí que entra o fato de vivermos num estágio de dificuldades, problemas a serem resolvidos, responsabilidades, etc. Muitas vezes estamos tão concentrados em nós mesmos que deixamos aqueles quem mais amamos desprovidos do que é mais importante: amor, atenção, carinho.

Acho que a parte mais difícil da vida não é atravessar os problemas, mas atravessá-los sem criar efeitos colaterais. Viver sem nos esquecer de que não estamos neste barco sozinhos. Não somos os únicos com expectativas e necessidades. Assim coo algumas pessoas suprem certas necessidades e desejos que temos, nós também temos esta responsabilidade, que é tão ou mais importante do que problemas no trabalho, contas a pagar ou falta de dinheiro. Isto porque é o amor entre as pessoas que faz das nossas vidas algo com um propósito maior, além das obrigações materiais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mãe na adolescência, filho adolesceste

Como eu fui mãe dos 15 para os 16 anos, eu fui praticamente uma espécie de irmã mais velha do meu filho. Eu ia para a escola e minha mãe e a babá cuidavam dele para mim. Eu passei para a faculdade, a babá o levava à escola e minha mãe o ajudava com o dever de casa. Obviamente, ela dava mais broncas nele do que eu, pois era ela quem passava a maior parte do tempo com ele enquanto eu estava me preparando para ser uma profissional de sucesso na vida. Quando me formei e comecei a trabalhar em tempo integral e depois estudar para concursos à noite, me lembro de chegar em casa e ver meu filho deitado na cama, vendo seus desenhos favoritos. Assim que ele me via ele falava "Oiii". Normalmente eu imediatamente fazia meu prato e ia jantar ao lado dele, mas se eu demorasse mais de 5 minutos para estar ao seu lado, ele já estava dormindo.

Por isso, quando meu casamento acabou, resolvi sair do trabalho e me dedicar mais aos estudos para concurso público, trabalhando em casa como advogada autônoma. Desta forma eu teria mais tempo para passar com meu filho e acompanhar de perto seu desenvolvimento. E ser mais mãe ao invés de irmã mais velha.

Mas é claro que com uma diferença de apenas 15 anos, minhas influências culturais sobre ele não eram, digamos, das mais convencionais. Quando ele tinha apenas 9 anos, eu não parava de escutar um CD ao vivo do Legião Urbana (que tinha acabado de ser lançado). Ele odiava escutar aquilo todo dia, mas eu falava: você tem que escutar porque é Legião Urbana, faz parte do que você tem que saber na sua vida. Bruno hoje escuta mais Legião Urbana do que eu.

Eu ainda o levei ao seu primeiro show internacional de "rock": Avril Lavigne (esta é a razão das aspas). Minhas amigas me zoavam, dizendo que meu filho era a desculpa que eu usava para ir ao show. Sério: ela tem umas musiquinhas pré-adolescente legalzinhas, mas isso é música de fase da vida. Hoje meu filho não escuta mais Avril. Além disso, durante o show ela foi para a bateria tocar "Smell like teen spirits" e meus ouvidos doeram e minha cabeça quase estourou. Ela não sabia tocar este instrumento sagrado, estava horrível e aquela crinçada toda estava maravilhada gritando e aplaudindo. Sério. Ela até pode saber tocar guitarra e piano, mas bateria, naquela época, eu tenho certeza de que ela só fez isso porque estava bem longe dos críticos de música americanos. Provavelmente Kurt Cobain teria se suicidado de novo se tivesse ouvido isso. Mas valeu apena, pois ele não parava de me agarrar pelo pescoço, como se fosse me dar uma gratava, enquanto ficava pulando de alegria e me enchia de beijos.

Fez parte da minha vida de mãe precoce ser a primeira pessoa a levar meu próprio filho à LAPA(!!!!!) para sentar num bar e incentivá-lo a experimentar fumar narguile, do qual gosto muito. Mas fumo sem nicotina, de preferência, já que eu nem meu filho fumamos.

Aliás, meu filho é praticamente o único de seu grupo de amigos que não fuma cigarro. Inclusive sei de várias broncas que ele já deu em amigos por fumar.

Também já o levei ao show do Rappa para comemorar seu aniversário de 16 anos. É claro que ele ficou com os amigos e eu fiquei longe deles o show inteiro.

Sim!!!!! Não posso esquecer. Levei meu filho, que na época estava com 17 anos recém feitos para fazer sua primeira (por enquanto) tatuagem. Fomos ao studio de um grande amigo em quem confio muito (pena que ele largou as tatoos) que fez a minha e paguei sozinha em 2 vezes com um dinheiro que me fazia falta. Conseguimos esconder este segredo da minha mãe e do pai dele por volta de uns 9 meses.

No ano passado, fomos no show do Capita Inicial eu, meu namorado, meu filho e sua namorada. Quando o Dinho Ouro Preto resolveu tocar com a banda uma música do Led Zeppelin, de improviso, eu disse a ele: "Filho, finalmente eu estou te trazendo ao um show de rock, pois o da Avril, definitivamente, não valeu!"

Também já levei Bruno à Cobal do Humaitá, o apresentei à caipirinha do Coelho na Lapa, enfim, essas coisas que não se espera que uma mãe faça pelo seu filho.

A choppada!!!! A choppada da turma dele foi na minha casa. E eu ajudei a comprar várias coisas e ainda tirei do meu bolso a grana para a carne do churrasco. Fui a pessoa que deu todo o suporte para eles se divertirem, emprestei o nargile e as meninas me adoraram.

Ontem, eu estava no Baixo Gávea com amigos e o chamei para ir me encontrar lá. Ele foi. E pela primeira vez na vida dele. E ele bebeu chopp. Afinal, ele já está com 19 anos e fazendo faculdade de Comunicação.

Acho que, no final das contas, eu fiz e ainda faço um bom trabalho, apesar dos métodos nada convencionais. Ele se tornou um homem de bem, carinhoso com amigas e namoradas e é muito boa gente.

Mas a sensação é de que o trabalho nunca termina. Pois uma mãe sempre vê seus filhos com os mesmos olhos e a mesma ternura de quem que colocá-los no colo e enchê-los de beijos, pois são a melhor bênção de Deus em nossas vidas.