quarta-feira, 21 de março de 2012

Caindo na real

"Eu pensei que tinha o mundo e amanheço mortal... O que eu procuro afinal... Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal..." Lenine, O Silêncio das Estrelas

Sentir-se mortal é uma merda...
Eu me sinto mortal quando vejo meus defeitos. Também me sinto mortal quando uma mágoa dói tanto, que parece como se eu estivesse em queda livre dentro de um profundo precipício. Maldito ego que se esconde dentro de nossas mentes e atrapalha o ser perfeito que fomos criados para ser!!!
Me sinto mortal quando vejo que sou impotente para ajudar quem não quer ser ajudado.

Sei que minha alma é imortal, mas este corpo que um dia vai apodrecer na terra sente, sangra, chora.
Às vezes a dor é tão profunda que eu me sinto sangrar. Sinto como se a dor fizese sangrar minha energia. Minhas esperanças vão saindo com meu fluido vital pelos meus poros, pelos meus ouvidos, boca, olhos... e pelas minhas lágrimas. Minha vida vai se esvaindo lentamente á medida que dói.

Me sinto mortal quando decepciono alguém. Quando creio que não sou capaz de atingir minhas metas e de realizar meus sonhos.

Me sinto super ultra mega mortal quando percebo que ainda não sou capaz de me fazer plenamente feliz. Me sinto mal e imperfeita quando dói quando sinto a dor de a minha felicidade ainda depende de que alguém.

E pior, minha felicidade depende de que este alguém não me magoe, pois eu ainda não sei como me blindar contra a mágoa e o sofrimento causado pelas pessoas que amo e a quem confio.

Por tudo isso eu sei que sou mortal.

"Não há outro pecado além da estupidez." Oscar Wilde

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA

Recebi este texto por e-mail e acho que ele fala por si. Vou refletir bastante e depois comentar.

1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus.  Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor > e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos
 seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

 7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

 8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

 9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

 Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas? Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amar, Doar...


Preciso escrever para organizar os sentimentos que estou sentindo. Preciso organizá-los para ter consciência do que está fazendo me sentir mal. Não quero empurrar para o inconsciente para esquecer, pois isso não vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde, estes sentimentos voltarão com toda força, como uma ferida que não cicatrizou e criou uma doença emocional. Por isso é necessário falar sobre isso agora.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, a vida é um campo infinito de dificuldades. Não há como fugir disso. Nunca se sabe onde, nem quando elas aparecerão. Por isso, acho que o devemos viver com amor, alegria, compaixão, carinho, apesar das pedras que podem aparecer e sempre aparecerão em nossos caminhos.

Se cada vez que aparece um ou mais problemas nós nos esquecermos de ser gentis, educados e de valorizarmos nossos semelhantes, bem como as pessoas que estão ao nosso redor, viveremos ao redor de nosso próprio mundo, esquecendo que aqueles com quem convivemos também têm seus problemas e necessidades. Um ajuda o outro. É assim que a vida em comum funciona.

Ainda, a parte mais difícil de todas, principalmente quando estamos com nossos pensamentos voltados para nossos próprios dilemas, é lembrar-se de dar sem expectativas de receber. DOAR. Doar é difícil. Para doar é preciso esquecer uma parte de si mesmo, é preciso desapegar, deixar ir e se contentar simplesmente com isso.

Podem-se doar bens, dinheiro, mas também se pode doar tempo, atenção, dedicação, sentimentos. Esses são, em minha opinião, ou pelo menos para mim, os mais difíceis de seres doados.  Por mais que a gente imagine que está fazendo sem esperar nada em troca, no fundo sempre há uma expectativa de retorno de sentimentos, que irão nos fazer sentir eufóricos, felizes e, erroneamente, plenos.

Um dos maiores problemas nos relacionamentos amorosos é este: achamos que estamos doando, que não queremos nada em troca. Mas de repente nos sentimos feridos com aquela atenção que demos e não houve reciprocidade, com aquele carinho que não teve retorno. Muitas vezes as pessoas nem percebem o que fazem: que doam esperando receber, que recebem e não devolvem. E, olha, nunca é por mal, nem um, nem outro. E se não é por mal, por que fazemos isso sem nem perceber?

É aí que entra o fato de vivermos num estágio de dificuldades, problemas a serem resolvidos, responsabilidades, etc. Muitas vezes estamos tão concentrados em nós mesmos que deixamos aqueles quem mais amamos desprovidos do que é mais importante: amor, atenção, carinho.

Acho que a parte mais difícil da vida não é atravessar os problemas, mas atravessá-los sem criar efeitos colaterais. Viver sem nos esquecer de que não estamos neste barco sozinhos. Não somos os únicos com expectativas e necessidades. Assim coo algumas pessoas suprem certas necessidades e desejos que temos, nós também temos esta responsabilidade, que é tão ou mais importante do que problemas no trabalho, contas a pagar ou falta de dinheiro. Isto porque é o amor entre as pessoas que faz das nossas vidas algo com um propósito maior, além das obrigações materiais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mãe na adolescência, filho adolesceste

Como eu fui mãe dos 15 para os 16 anos, eu fui praticamente uma espécie de irmã mais velha do meu filho. Eu ia para a escola e minha mãe e a babá cuidavam dele para mim. Eu passei para a faculdade, a babá o levava à escola e minha mãe o ajudava com o dever de casa. Obviamente, ela dava mais broncas nele do que eu, pois era ela quem passava a maior parte do tempo com ele enquanto eu estava me preparando para ser uma profissional de sucesso na vida. Quando me formei e comecei a trabalhar em tempo integral e depois estudar para concursos à noite, me lembro de chegar em casa e ver meu filho deitado na cama, vendo seus desenhos favoritos. Assim que ele me via ele falava "Oiii". Normalmente eu imediatamente fazia meu prato e ia jantar ao lado dele, mas se eu demorasse mais de 5 minutos para estar ao seu lado, ele já estava dormindo.

Por isso, quando meu casamento acabou, resolvi sair do trabalho e me dedicar mais aos estudos para concurso público, trabalhando em casa como advogada autônoma. Desta forma eu teria mais tempo para passar com meu filho e acompanhar de perto seu desenvolvimento. E ser mais mãe ao invés de irmã mais velha.

Mas é claro que com uma diferença de apenas 15 anos, minhas influências culturais sobre ele não eram, digamos, das mais convencionais. Quando ele tinha apenas 9 anos, eu não parava de escutar um CD ao vivo do Legião Urbana (que tinha acabado de ser lançado). Ele odiava escutar aquilo todo dia, mas eu falava: você tem que escutar porque é Legião Urbana, faz parte do que você tem que saber na sua vida. Bruno hoje escuta mais Legião Urbana do que eu.

Eu ainda o levei ao seu primeiro show internacional de "rock": Avril Lavigne (esta é a razão das aspas). Minhas amigas me zoavam, dizendo que meu filho era a desculpa que eu usava para ir ao show. Sério: ela tem umas musiquinhas pré-adolescente legalzinhas, mas isso é música de fase da vida. Hoje meu filho não escuta mais Avril. Além disso, durante o show ela foi para a bateria tocar "Smell like teen spirits" e meus ouvidos doeram e minha cabeça quase estourou. Ela não sabia tocar este instrumento sagrado, estava horrível e aquela crinçada toda estava maravilhada gritando e aplaudindo. Sério. Ela até pode saber tocar guitarra e piano, mas bateria, naquela época, eu tenho certeza de que ela só fez isso porque estava bem longe dos críticos de música americanos. Provavelmente Kurt Cobain teria se suicidado de novo se tivesse ouvido isso. Mas valeu apena, pois ele não parava de me agarrar pelo pescoço, como se fosse me dar uma gratava, enquanto ficava pulando de alegria e me enchia de beijos.

Fez parte da minha vida de mãe precoce ser a primeira pessoa a levar meu próprio filho à LAPA(!!!!!) para sentar num bar e incentivá-lo a experimentar fumar narguile, do qual gosto muito. Mas fumo sem nicotina, de preferência, já que eu nem meu filho fumamos.

Aliás, meu filho é praticamente o único de seu grupo de amigos que não fuma cigarro. Inclusive sei de várias broncas que ele já deu em amigos por fumar.

Também já o levei ao show do Rappa para comemorar seu aniversário de 16 anos. É claro que ele ficou com os amigos e eu fiquei longe deles o show inteiro.

Sim!!!!! Não posso esquecer. Levei meu filho, que na época estava com 17 anos recém feitos para fazer sua primeira (por enquanto) tatuagem. Fomos ao studio de um grande amigo em quem confio muito (pena que ele largou as tatoos) que fez a minha e paguei sozinha em 2 vezes com um dinheiro que me fazia falta. Conseguimos esconder este segredo da minha mãe e do pai dele por volta de uns 9 meses.

No ano passado, fomos no show do Capita Inicial eu, meu namorado, meu filho e sua namorada. Quando o Dinho Ouro Preto resolveu tocar com a banda uma música do Led Zeppelin, de improviso, eu disse a ele: "Filho, finalmente eu estou te trazendo ao um show de rock, pois o da Avril, definitivamente, não valeu!"

Também já levei Bruno à Cobal do Humaitá, o apresentei à caipirinha do Coelho na Lapa, enfim, essas coisas que não se espera que uma mãe faça pelo seu filho.

A choppada!!!! A choppada da turma dele foi na minha casa. E eu ajudei a comprar várias coisas e ainda tirei do meu bolso a grana para a carne do churrasco. Fui a pessoa que deu todo o suporte para eles se divertirem, emprestei o nargile e as meninas me adoraram.

Ontem, eu estava no Baixo Gávea com amigos e o chamei para ir me encontrar lá. Ele foi. E pela primeira vez na vida dele. E ele bebeu chopp. Afinal, ele já está com 19 anos e fazendo faculdade de Comunicação.

Acho que, no final das contas, eu fiz e ainda faço um bom trabalho, apesar dos métodos nada convencionais. Ele se tornou um homem de bem, carinhoso com amigas e namoradas e é muito boa gente.

Mas a sensação é de que o trabalho nunca termina. Pois uma mãe sempre vê seus filhos com os mesmos olhos e a mesma ternura de quem que colocá-los no colo e enchê-los de beijos, pois são a melhor bênção de Deus em nossas vidas.


domingo, 11 de outubro de 2009

Vigiar de novo e de novo

Quando tudo parece um mar em calmaria, muitas vezes somos tentados a nos deixar levar por esse leve balanço e a descansar, ainda que cientes de que o tempo pode fechar a qualquer momento e, quem sabe, pode até vir uma tempestade.
Como diz o ditado: orai e vigiai. E eu acrescento: orai e vigiai... sempre. O "mal" (qualquer que seja a sua forma) só precisa de uma brecha para se instalar. Instalado, poderá fazer lentamente seu trabalho de minar nossas resistências e conseguir instalar o caos em nossas vidas.
E o que seria o "mal"? O "mal" pode ser qualquer coisa que tente desviar sua atenção para o que é realmente importante. O que você considera importante na sua vida?
Para mim é importante ter saúde, equilíbrio, calma, compreensão, compaixão. Porque sem esses atributos é muito difícil ter uma boa convivência com os que nos cercam, bem como obter aquilo que desejamos. Para mim também é importante me despir das características que podem fazer com que a comunicação entre as pessoas e a convivência sejam mais difíceis. Já percebi que a maioria das discussões se iniciam porque ninguém entende o que a outra pessoa está falando. E por isso, muitas vezes interpretamos o que s outros falam de acordo com nossos medos e frustrações, levando para o lado pessoal. Principalmente quando conversamos com nossos famiiares e pessoas mais íntimas.
Também acho importante combater nossas imperfeições. Tento para de criticar, de impor meus pontos de vista, enfim, tento aceitar as pessoas como elas são. Tento deixar meu ego de lado. Ego... poderia escrever horas sobre isso.
Por isso não me permito deixar vencer. E nunca vou desistir de tentar ser uma pessoa melhor.
Orai e vigiai sempre.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Passada a chateação...

Eu passei o parte do mês de março e metade do mês de abril escrevendo um texto sobre a escolha entre ficar só ou estar com alguém só para não ficar sozinho. Mas na hora de publicar o blog deu um troço e apagou todo o meu trabalho de dias a fio. Fiquei puta da vida e só estou voltando a escrever agora.

Não estoumais com vontade de escrever sobre esse tema. Pode ser que um dia eu volte a ele. Mas não vou encerrar esse assunto sem antes dar o meu conselho:

Cara amiga ou caro amigo,
se você chegar a conclusão de que seu parceiro de relacionamento está te usando para não ficar sozinho, faça o que é melhor para você: cuide de si mesmo e tenha amor próprio suficiente para romper essa relação e com essa pessoa que está te usando de bengala. O que você tem dentro de si vale muito mais do que essa pessoa está disposta a te dar. Portanto, use todo esse sentimento para si mesmo e o mantenha mesmo que ache alguém que o mereça. Porque quando alguém abre mão do seu amor próprio dentro de uma relação, o outro não nos trata da maneira que queremos, muito menos da maneira que merecemos. E isso pode jogar por terra até a mais linda, tórrida e singela estória de amor. Meninas, eu vi, eu vivi. Beijos a todos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amigo é coisa para se guardar...

Viver é difícil. Tomar as atitudes corretas é muito difícil. Ser fiel a nossos próprios princípios também é difícil. Mas quando a gente consegue sobreviver a esse mundo cão podendo ser o que a gente realmente é, sem precisar se esconder atrás de máscaras ou personagens assumidos, isso traz uma sensação gratificante. Ser uma pessoa alegre, espontânea, de coração e olhos abertos para as oportunidades que a vida oferece, saber fazer e manter os amigos, saber dar valor às pessoas que nos amam, exercer a compaixão (cabe um texto imenso só para explicar o que isso pode vir a ser)

Mas, contudo, porém, todavia (sempre existe um "mas" para atrapalhar), não obstante escolher viver sendo uma pessoa verdadeira e fiel aos seu princípios, sempre haverá aqueles que têm a alma repleta de veneno emocional e poderão interpretar errado o que fazemos, tirar conclusões precipitadas e nos magoar. O problema é maior ainda quando somos mal interpretados por alguém que consideramos um amigo.
Amigo que é amigo acredita em nossas intenções. Um pessoa que sabe ser amiga dos seus amigos não tira conclusões precipitadas. Quem tem a sabedoria de ser amigo sabe a hora de dar um crédito de confiança e aguardar o melhor momento para tomar uma posição. E o mais importante: amigo que dá valor aos seus verdadeiros amigos não escolhe o (a) namorado (a) em detrimento do amigo quando quem está equivocado é o primeiro
Saiba ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para perceber quem são seus verdadeiros amigos, pois são eles quem irão te acompanhar até o fim.