quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Amar com Coragem

Outro dia li esse lindo texto de Fabrício Carpinejar e me surpreendi por ter sido escrito por um homem. Encontrei por acaso, quando pesquisava outra coisa no trabalho. É claro que existem homens sensíveis, mas um homem falar sobre a coragem de amar foi o que me impressionou. 

Homens, esses seres que fogem do amor como gatos fogem da água. Pessoas que tem a obrigação imposta pela sociedade (e pelos outros homens) de serem pegadores profissionais, bambambans na arte de conquistar mulheres e com o dever de estarem sempre de pé, dispostos a traçar qualquer uma que se apresente. Afinal, quando um "amigo" vier narrar sua última conquista, os demais tem que estar em condições de competir, ter assunto para contar, mostrar que também podem, senão ficam de fora da panelinha e acabam sofrendo bulyng.

Coragem de amar... eu tenho pensado muito nisso ultimamente e essas palavras vieram de encontro aos meus anseios.

Eu aprendia a amar com coragem. Aprendia a me jogar, me expor sem armas para dar a oportunidade a quem quer que seja de me amar pelo que sou, pela pessoa que pretendo ser quando meus defeitos forem eliminados. É claro que com essa atitude estou correndo riscos, mas em que aspecto da vida não existe risco? Prefiro correr riscos por tentar ser feliz do que não correr riscos e deixar as grandes e talvez únicas oportunidades serem levadas pelo vento. EU FAÇO O MEU VENTO! EU FAÇO O VENTO SOPRAR A MEU FAVOR!

O problema é que não é fácil amar com coragem. Para isso é preciso que estejamos dispostos a sair da nossa zona de conforto, rever nossas atitudes e consertar o que precisa ser mudado.

Amar com coragem requer ter consciência da sua própria vontade. O que eu quero para a minha vida? Que espécie de pessoa eu quero ao meu lado? E como faço para isso acontecer? Afinal, como ouvi outro dia, "para andar de Camaro Amarelo tem muitas, mas para andar de ônibus com você, serão poucas". E o mesmo serve para os homens.

O fato é que na vida e no amor não há garantias. Mas para aumentar minhas chances, procuro me expor ao máximo, amo com intensidade, me abro como um livro para atrair o amor desejo. Tento a cada dia ser a melhor versão de mim. 

"Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem: que ele não ame com coragem. Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos, jogar futebol no sábado com os amigos, soltar gargalhada de hiena, pentear-se com franjinha, ter pelos nas costas e no pescoço, usar palito de dente, trocar os talheres de um momento para outro. Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem.

Amar com coragem não é viver com coragem. É bem mais do que estar aí. Amar com coragem não é questão de estilo, de gosto, de opinião. Não se adquire com a família, surge de uma decisão solitária. Amar com coragem é caráter. Vem de uma obstinação que supera a lealdade. Vem de uma incompetência de ser diferente. Amar para valer, para dar torcicolo. Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar, para fugir, para não nadar até o começo do corpo. Não usar atenuantes como “estou confuso”. Não se diminuir com a insegurança, mas se aumentar com a insegurança. Não se retrair perante os pais. Não desmarcar um amor pela amizade. Não esquecer de comentar pelo receio de ser incompreendido. Não esquecer de repetir pela ânsia da claridade.

Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo. Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes. Amar decidido, obcecado, como quem troca de identidade e parte a um longo exílio. Amar como quem volta de um longo exílio.
(…) Amar com coragem, só isso."

[Fabrício Carpinejar]

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Tempo, Tempo, Tempo, um dos Deuses mais lindos..."

                 O tempo é um bem consumível e ainda que não paguemos com moeda corrente por ele, possui extremo valor. O desperdício de tempo a gente paga com mais tempo. Por isso é que nós temos a responsabilidade de aproveitar o tempo da melhor forma possível.
                 Na vida material o tempo tem início, meio e fim. Cada hora que passa será uma hora perdida, se neste momento você não for feliz, apesar dos dissabores da vida, se você deixar passar uma chance de ajudar ou de fazer o bem ou se você perder uma oportunidade de controlar seus sentimentos negativos e ficar em paz.
                    O tempo é uma ilusão neste mundo de ilusão. E, definitivamente, o ego que existe em cada um de nós, se não for controlado, nos fará perder muito tempo.
                    Mas como se perde tempo? Simples, deixamos o tempo escorrer por nossas mão como areia ao vento em várias oportunidades. Quando temos pena de nós mesmos, nos sentindo dignos de piedade e pena das outras pessoas. Quando nos punimos por algo que fizemos de errado, sentindo-nos miseráveis e que não merecemos a felicidade. Quando olhamos tanto para dentro de nós que não percebemos as pessoas e o mundo a nossa volta. Quando não damos valor a que nos dá valor e nos quer bem. Quando desprezamos a vida, seja ela hominal ou animal. Quando desrespeitamos nossos iguais. 
                  Todas essas coisas ocorrem quando o ego nos domina. Concedemos tanto poder a ele que ficamos incapazes de ser felizes, de fazer os outros felizes e de sermos pessoas produtivas materialmente e espiritualmente.
                 Proponho a todos parar de perder tempo. Vamos nos perdoar por nossos erros, por termos magoado alguém (diga a si mesmo: eu sei que eu errei, mas eu peço perdão e me perdoo pelo mal que causei; diga isso a si mesmo quantas vezes for necessário para surtir efeito). Vamos parar de nos sentirmos infelizes e trazer de volta para dentro de nós nosso poder para a felicidade, pois somos os únicos responsáveis por ela. Não demos o poder de sermos felizes a quem não o tem. A capacidade que temos para a felicidade depende unicamente de nós. Vamos para de delegá-la aos nossos pais, aos nossos amigos, aos nossos chefes, a sociedade, a um amor.
                   O tempo é um bem de maior grandeza e que deve ser aproveitado em favor do que fomos criados para ser. Nosso Pai nos criou para a felicidade e o único caminho para chegar a ela é a superação de nossas imperfeições. É assim que aproveitamos o tempo da melhor forma possível.

terça-feira, 27 de março de 2012

As 4 Leis da Espiritualidade Ensinadas na Índia Interpretadas por Mim.


          Pode ser muita presunção da minha parte querer explicar o significado de algo, principalmente de conselhos tão antigos quanto a sociedade. Mas o período turbulento que estou passando me faz ficar bastante filosófica e querer aplicar tudo o que leio à minha realidade presente. Então, aplicando as 4 leis da espiritualidade ensinadas na Índia para minha vida, aí vai a minha interpretação. 
As 4 Leis da Espiritualidade Ensinadas na Índia 

Primeira Lei:

“A pessoa que vem é a pessoa certa“.
            Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
O que eu penso:
          Penso que Deus sabe como agir em nossas vidas. qaund alguém entra em nossas vidas por uma ação que parece ser coincidência, isto é simplesmente Deus agindo em nosso benefício. E esta pesoa tem a missão de nos ensinar algo, asim como nós também temos a missão de ensinar algo às pessoas. Todos na vida são, ao mesmo tempo, alunos e professores, através do nosso caráter e principalmente de nossas ações.
          

Segunda Lei:
“Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
            Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
O que eu penso:
          Temos que enchergar esta lei sob uma ótica que os ocidentais e católicos não estão acostumados. Tudo o que vem de Deus é perfeito, mas nem todas as nossas atitudes são perfeitas. Muitas vezes, na maioria delas, agimos de acordo com as nossas imperfeições.
          A verdade é que acontece a única coisa que poderia ter acontecido de acordo com as nossas escolhas. Por isso é que temo que tomar muito cuidado com tudo o que dissermos e fizermos. É bom ter em mente que sempre há mais de uma opção. Sempre há mais de uma maneira de agir, sempre há mais de uma forma de dizer o que se quer dizer, sempre há a opção de não dizer. Sempre há a opção de controlar nossa raiva, nosso instinto, nossa violência, nossos sentimentos. Sempre há a opção de sermos amáveis e de respeitar, assim como sempre há a opção de agirmos com violência e raiva. Tudo o que dissermos e fizermos são única e exclusivamente NOSSA RESPONSABILIDADE.
          Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido por que? Por vontade de Deus? Não, já que somos donos do nosso livre arbítrio. Aconteceu porque escolhemos que acontecesse assim, de acordo com as nossas características, que podem mudar de acordo com a nossa vontade.
         

Terceira Lei:

“Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
           Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
O que eu penso:
          Lei perfeita em todas as suas palavras. Penso que SOMOS DERROTADOS APENAS QUANDO DESISTIMOS. Estamos prontos para iniciar algo novo ou reiniciar alguma coisa de uma nova maneira A CADA DIA DE NOSSAS VIDAS. Cada momento é o momento certo de mudar. Baste ter coragem e humildade para isso. O problema é que ter essas virtudes é difícil pacas. É a velha história do ego e suas imperfeições. Quem se sente ferido é o ego. Quem se sente em perigo é sempre o ego!!!!! Quem se sente magoado é o ego. Quem não perdoa é o ego. Quem se sente inferior e incapaz é o ego. Nossa alma perfeita e imortal está sempre pronta para inicial algo novo e os grandes desafios da humanidade hoje sã:o dominar o instinto animal que nos resta de outras encarnações e superar o ego.


 Quarta Lei:

“Quando algo termina, ele termina“.
           Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência.
O que eu penso:
          Sim, termina quando termina e é para nossa evolução. Mas muitas vezes nós optamos por acabar através da desistência, e eu acredito que nesses casos nós ainda não aprendemos a lição e nós perdemos a oportunidade de evoluir. Aí tudo vai acontecer de novo, vamos errar da mesma maneira, cometer os mesmos erros, até que tenhamos aprendido a nossa lição. e tenhamos nos enriquecido com a experiência.
          Mas o que é terminar? Quando é que acaba? Quando desistimos? Quando mudamos? Quando decidimos ter coragem para mudar o que está errado em nós mesmos e em nossas vidas? O que é terminar???
Só esta lei já dá um texto inteiro. Ela nos trás mais perguntas do que respostas.
           Daí eu presumo que: ÀS VEZES PARECE QUE ACABA, MAS NÃO ACABA, POIS SÓ VAI TERMINAR DE VERDADE QUANDO APRENDERMOS A LIÇÃO.
           Não adianta tampar o sol com a peneira. Não adianta terminar um relacionameno ou uma amizade ou romper com alguém se você fez isso sem evoluir. Só vai acabar de verdade depois de repetirmos a situação tantas vezes que aí sim vamos aprender e evoluir. Por isso é que eu sou da opinião de que não adianta se afastar das pessoas com quem temos problemas e discussões. Elas vão sumir de nossas vidas, mas os defeitos e a mágoa não. O que adianta de verdade é encararmos nossas limitações impostas pelo ego e desejarmos de verdade nos despir de cada uma delas. Só assim tudo vai terminar.
Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado. Fica a dica.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Despindo dos Defeitos

Assim como a tragédia e a maldade chamam mais a atenção do que os atos de bondade, o que fazemos de positivo não tem o poder de se espalhar tão rapidamente quanto aquilo que fazemos de errado. No primeiro caso fica sempre uma vaga lembrança que se reforça de vez em quando. Mas no segundo, temos a capacidade se nos lembrar com mais força das injustiças que sofremos e sempre jugamos os demais com mais severidade. A memória marca com mais intensidade as agruras e desfaz as boas memórias com o passar do tempo, até que um dia alguém ou alguma coisa te faz lembrar deste fato e você fala: "Puxa, eu até tinha me esquecido disso... como isso foi acontecer?"
Falar mal de mim ou de alguém é fácil. O difícil é se colocar no meu  lugar ou no desta pessoa e se lembrar que a gente já pode ter feito igualzinho, ou até pior.
Difícil é entender que somos todos imperfeitos e que uma certa dose de terapia na vida não só não faz mal, mas é extremamente recomendável a todos. Aliás, deveríamos fazer terapia desde a infância nas pré-escolas para no futuro evitar de culpar os nossos pais ou algum coleguinha que fez algo de errado conosco e cujo ato se reflete em nossas futuras escolhas. Quando somos crianças não temos maturidade para decidir e fazemos o que fomos, digamos, "treinados" para fazer. Mas quando nos tornamos adultos e conseguirmos encarar nossos traumas, à medida que estes saírem do inconsciente, nós teremos mais poder e força para quebrar tais paradigmas. Não somos mais controlados pelos nossos pais ou por alguém mais forte. Agora nós somos adultos e temos dentro de nós toda força em potencial  para decidir e agir de acordo com nossa vontade. 
Justamente porque ser adulto exige que nos responsabilizemos por nossos atos, o nosso "treinamento" não justifica nossas atitudes.

Quando Músicas da Amy Lee falam por Mim...

My Immortal   Meu Imortal


I'm so tired of being here   Estou tão cansada de estar aqui
Suppressed by all my childish fears   Reprimida por todos os meus medos infantis
And if you have to leave   E se você tiver que ir
I wish that you would just leave   Eu desejo que vá logo
'Cause your presence still lingers here   Porque sua presença ainda permanece aqui
And it won't leave me alone   E isso não vai me deixar sozinha
These wounds won't seem to heal   Essas feridas parecem não cicatrizar
This pain is just too real   Essa dor é tão real
There's just too much that time cannot erase   Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
When you cried I'd wipe away all of your tears   Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fearsQuando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim
You used to captivate me   Você costumava me cativar
By your resonating light   Com a sua luz ressonante
Now I'm bound by the life you've left behind   Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás
Your face it haunts my once pleasant dreams   Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Your voice it chased away all the sanity in me   Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
These wounds won't seem to heal   Essas feridas parecem não cicatrizar
This pain is just too real   Essa dor é tão real
There's just too much that time cannot erase   Há tantas coisas que o tempo não pode apagar
When you cried I'd wipe away all of your tears   Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fearsQuando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim
I've tried so hard to tell myself that you're goneEu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi
But though you're still with me   E embora você ainda esteja comigo
I've been alone all along   Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo
When you cried I'd wipe away all of your tearsQuando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
When you'd scream I'd fight away all of your fears   Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
And I held your hand through all of these years   E eu segurei sua mão por todos estes anos
But you still have all of me   Mas você ainda tem tudo de mim

quarta-feira, 21 de março de 2012

Caindo na real

"Eu pensei que tinha o mundo e amanheço mortal... O que eu procuro afinal... Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal..." Lenine, O Silêncio das Estrelas

Sentir-se mortal é uma merda...
Eu me sinto mortal quando vejo meus defeitos. Também me sinto mortal quando uma mágoa dói tanto, que parece como se eu estivesse em queda livre dentro de um profundo precipício. Maldito ego que se esconde dentro de nossas mentes e atrapalha o ser perfeito que fomos criados para ser!!!
Me sinto mortal quando vejo que sou impotente para ajudar quem não quer ser ajudado.

Sei que minha alma é imortal, mas este corpo que um dia vai apodrecer na terra sente, sangra, chora.
Às vezes a dor é tão profunda que eu me sinto sangrar. Sinto como se a dor fizese sangrar minha energia. Minhas esperanças vão saindo com meu fluido vital pelos meus poros, pelos meus ouvidos, boca, olhos... e pelas minhas lágrimas. Minha vida vai se esvaindo lentamente á medida que dói.

Me sinto mortal quando decepciono alguém. Quando creio que não sou capaz de atingir minhas metas e de realizar meus sonhos.

Me sinto super ultra mega mortal quando percebo que ainda não sou capaz de me fazer plenamente feliz. Me sinto mal e imperfeita quando dói quando sinto a dor de a minha felicidade ainda depende de que alguém.

E pior, minha felicidade depende de que este alguém não me magoe, pois eu ainda não sei como me blindar contra a mágoa e o sofrimento causado pelas pessoas que amo e a quem confio.

Por tudo isso eu sei que sou mortal.

"Não há outro pecado além da estupidez." Oscar Wilde

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA

Recebi este texto por e-mail e acho que ele fala por si. Vou refletir bastante e depois comentar.

1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus.  Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor > e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos
 seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

 7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

 8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

 9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidamente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

 Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas? Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Amar, Doar...


Preciso escrever para organizar os sentimentos que estou sentindo. Preciso organizá-los para ter consciência do que está fazendo me sentir mal. Não quero empurrar para o inconsciente para esquecer, pois isso não vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde, estes sentimentos voltarão com toda força, como uma ferida que não cicatrizou e criou uma doença emocional. Por isso é necessário falar sobre isso agora.

No estágio evolutivo em que nos encontramos, a vida é um campo infinito de dificuldades. Não há como fugir disso. Nunca se sabe onde, nem quando elas aparecerão. Por isso, acho que o devemos viver com amor, alegria, compaixão, carinho, apesar das pedras que podem aparecer e sempre aparecerão em nossos caminhos.

Se cada vez que aparece um ou mais problemas nós nos esquecermos de ser gentis, educados e de valorizarmos nossos semelhantes, bem como as pessoas que estão ao nosso redor, viveremos ao redor de nosso próprio mundo, esquecendo que aqueles com quem convivemos também têm seus problemas e necessidades. Um ajuda o outro. É assim que a vida em comum funciona.

Ainda, a parte mais difícil de todas, principalmente quando estamos com nossos pensamentos voltados para nossos próprios dilemas, é lembrar-se de dar sem expectativas de receber. DOAR. Doar é difícil. Para doar é preciso esquecer uma parte de si mesmo, é preciso desapegar, deixar ir e se contentar simplesmente com isso.

Podem-se doar bens, dinheiro, mas também se pode doar tempo, atenção, dedicação, sentimentos. Esses são, em minha opinião, ou pelo menos para mim, os mais difíceis de seres doados.  Por mais que a gente imagine que está fazendo sem esperar nada em troca, no fundo sempre há uma expectativa de retorno de sentimentos, que irão nos fazer sentir eufóricos, felizes e, erroneamente, plenos.

Um dos maiores problemas nos relacionamentos amorosos é este: achamos que estamos doando, que não queremos nada em troca. Mas de repente nos sentimos feridos com aquela atenção que demos e não houve reciprocidade, com aquele carinho que não teve retorno. Muitas vezes as pessoas nem percebem o que fazem: que doam esperando receber, que recebem e não devolvem. E, olha, nunca é por mal, nem um, nem outro. E se não é por mal, por que fazemos isso sem nem perceber?

É aí que entra o fato de vivermos num estágio de dificuldades, problemas a serem resolvidos, responsabilidades, etc. Muitas vezes estamos tão concentrados em nós mesmos que deixamos aqueles quem mais amamos desprovidos do que é mais importante: amor, atenção, carinho.

Acho que a parte mais difícil da vida não é atravessar os problemas, mas atravessá-los sem criar efeitos colaterais. Viver sem nos esquecer de que não estamos neste barco sozinhos. Não somos os únicos com expectativas e necessidades. Assim coo algumas pessoas suprem certas necessidades e desejos que temos, nós também temos esta responsabilidade, que é tão ou mais importante do que problemas no trabalho, contas a pagar ou falta de dinheiro. Isto porque é o amor entre as pessoas que faz das nossas vidas algo com um propósito maior, além das obrigações materiais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mãe na adolescência, filho adolesceste

Como eu fui mãe dos 15 para os 16 anos, eu fui praticamente uma espécie de irmã mais velha do meu filho. Eu ia para a escola e minha mãe e a babá cuidavam dele para mim. Eu passei para a faculdade, a babá o levava à escola e minha mãe o ajudava com o dever de casa. Obviamente, ela dava mais broncas nele do que eu, pois era ela quem passava a maior parte do tempo com ele enquanto eu estava me preparando para ser uma profissional de sucesso na vida. Quando me formei e comecei a trabalhar em tempo integral e depois estudar para concursos à noite, me lembro de chegar em casa e ver meu filho deitado na cama, vendo seus desenhos favoritos. Assim que ele me via ele falava "Oiii". Normalmente eu imediatamente fazia meu prato e ia jantar ao lado dele, mas se eu demorasse mais de 5 minutos para estar ao seu lado, ele já estava dormindo.

Por isso, quando meu casamento acabou, resolvi sair do trabalho e me dedicar mais aos estudos para concurso público, trabalhando em casa como advogada autônoma. Desta forma eu teria mais tempo para passar com meu filho e acompanhar de perto seu desenvolvimento. E ser mais mãe ao invés de irmã mais velha.

Mas é claro que com uma diferença de apenas 15 anos, minhas influências culturais sobre ele não eram, digamos, das mais convencionais. Quando ele tinha apenas 9 anos, eu não parava de escutar um CD ao vivo do Legião Urbana (que tinha acabado de ser lançado). Ele odiava escutar aquilo todo dia, mas eu falava: você tem que escutar porque é Legião Urbana, faz parte do que você tem que saber na sua vida. Bruno hoje escuta mais Legião Urbana do que eu.

Eu ainda o levei ao seu primeiro show internacional de "rock": Avril Lavigne (esta é a razão das aspas). Minhas amigas me zoavam, dizendo que meu filho era a desculpa que eu usava para ir ao show. Sério: ela tem umas musiquinhas pré-adolescente legalzinhas, mas isso é música de fase da vida. Hoje meu filho não escuta mais Avril. Além disso, durante o show ela foi para a bateria tocar "Smell like teen spirits" e meus ouvidos doeram e minha cabeça quase estourou. Ela não sabia tocar este instrumento sagrado, estava horrível e aquela crinçada toda estava maravilhada gritando e aplaudindo. Sério. Ela até pode saber tocar guitarra e piano, mas bateria, naquela época, eu tenho certeza de que ela só fez isso porque estava bem longe dos críticos de música americanos. Provavelmente Kurt Cobain teria se suicidado de novo se tivesse ouvido isso. Mas valeu apena, pois ele não parava de me agarrar pelo pescoço, como se fosse me dar uma gratava, enquanto ficava pulando de alegria e me enchia de beijos.

Fez parte da minha vida de mãe precoce ser a primeira pessoa a levar meu próprio filho à LAPA(!!!!!) para sentar num bar e incentivá-lo a experimentar fumar narguile, do qual gosto muito. Mas fumo sem nicotina, de preferência, já que eu nem meu filho fumamos.

Aliás, meu filho é praticamente o único de seu grupo de amigos que não fuma cigarro. Inclusive sei de várias broncas que ele já deu em amigos por fumar.

Também já o levei ao show do Rappa para comemorar seu aniversário de 16 anos. É claro que ele ficou com os amigos e eu fiquei longe deles o show inteiro.

Sim!!!!! Não posso esquecer. Levei meu filho, que na época estava com 17 anos recém feitos para fazer sua primeira (por enquanto) tatuagem. Fomos ao studio de um grande amigo em quem confio muito (pena que ele largou as tatoos) que fez a minha e paguei sozinha em 2 vezes com um dinheiro que me fazia falta. Conseguimos esconder este segredo da minha mãe e do pai dele por volta de uns 9 meses.

No ano passado, fomos no show do Capita Inicial eu, meu namorado, meu filho e sua namorada. Quando o Dinho Ouro Preto resolveu tocar com a banda uma música do Led Zeppelin, de improviso, eu disse a ele: "Filho, finalmente eu estou te trazendo ao um show de rock, pois o da Avril, definitivamente, não valeu!"

Também já levei Bruno à Cobal do Humaitá, o apresentei à caipirinha do Coelho na Lapa, enfim, essas coisas que não se espera que uma mãe faça pelo seu filho.

A choppada!!!! A choppada da turma dele foi na minha casa. E eu ajudei a comprar várias coisas e ainda tirei do meu bolso a grana para a carne do churrasco. Fui a pessoa que deu todo o suporte para eles se divertirem, emprestei o nargile e as meninas me adoraram.

Ontem, eu estava no Baixo Gávea com amigos e o chamei para ir me encontrar lá. Ele foi. E pela primeira vez na vida dele. E ele bebeu chopp. Afinal, ele já está com 19 anos e fazendo faculdade de Comunicação.

Acho que, no final das contas, eu fiz e ainda faço um bom trabalho, apesar dos métodos nada convencionais. Ele se tornou um homem de bem, carinhoso com amigas e namoradas e é muito boa gente.

Mas a sensação é de que o trabalho nunca termina. Pois uma mãe sempre vê seus filhos com os mesmos olhos e a mesma ternura de quem que colocá-los no colo e enchê-los de beijos, pois são a melhor bênção de Deus em nossas vidas.


domingo, 11 de outubro de 2009

Vigiar de novo e de novo

Quando tudo parece um mar em calmaria, muitas vezes somos tentados a nos deixar levar por esse leve balanço e a descansar, ainda que cientes de que o tempo pode fechar a qualquer momento e, quem sabe, pode até vir uma tempestade.
Como diz o ditado: orai e vigiai. E eu acrescento: orai e vigiai... sempre. O "mal" (qualquer que seja a sua forma) só precisa de uma brecha para se instalar. Instalado, poderá fazer lentamente seu trabalho de minar nossas resistências e conseguir instalar o caos em nossas vidas.
E o que seria o "mal"? O "mal" pode ser qualquer coisa que tente desviar sua atenção para o que é realmente importante. O que você considera importante na sua vida?
Para mim é importante ter saúde, equilíbrio, calma, compreensão, compaixão. Porque sem esses atributos é muito difícil ter uma boa convivência com os que nos cercam, bem como obter aquilo que desejamos. Para mim também é importante me despir das características que podem fazer com que a comunicação entre as pessoas e a convivência sejam mais difíceis. Já percebi que a maioria das discussões se iniciam porque ninguém entende o que a outra pessoa está falando. E por isso, muitas vezes interpretamos o que s outros falam de acordo com nossos medos e frustrações, levando para o lado pessoal. Principalmente quando conversamos com nossos famiiares e pessoas mais íntimas.
Também acho importante combater nossas imperfeições. Tento para de criticar, de impor meus pontos de vista, enfim, tento aceitar as pessoas como elas são. Tento deixar meu ego de lado. Ego... poderia escrever horas sobre isso.
Por isso não me permito deixar vencer. E nunca vou desistir de tentar ser uma pessoa melhor.
Orai e vigiai sempre.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Passada a chateação...

Eu passei o parte do mês de março e metade do mês de abril escrevendo um texto sobre a escolha entre ficar só ou estar com alguém só para não ficar sozinho. Mas na hora de publicar o blog deu um troço e apagou todo o meu trabalho de dias a fio. Fiquei puta da vida e só estou voltando a escrever agora.

Não estoumais com vontade de escrever sobre esse tema. Pode ser que um dia eu volte a ele. Mas não vou encerrar esse assunto sem antes dar o meu conselho:

Cara amiga ou caro amigo,
se você chegar a conclusão de que seu parceiro de relacionamento está te usando para não ficar sozinho, faça o que é melhor para você: cuide de si mesmo e tenha amor próprio suficiente para romper essa relação e com essa pessoa que está te usando de bengala. O que você tem dentro de si vale muito mais do que essa pessoa está disposta a te dar. Portanto, use todo esse sentimento para si mesmo e o mantenha mesmo que ache alguém que o mereça. Porque quando alguém abre mão do seu amor próprio dentro de uma relação, o outro não nos trata da maneira que queremos, muito menos da maneira que merecemos. E isso pode jogar por terra até a mais linda, tórrida e singela estória de amor. Meninas, eu vi, eu vivi. Beijos a todos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Amigo é coisa para se guardar...

Viver é difícil. Tomar as atitudes corretas é muito difícil. Ser fiel a nossos próprios princípios também é difícil. Mas quando a gente consegue sobreviver a esse mundo cão podendo ser o que a gente realmente é, sem precisar se esconder atrás de máscaras ou personagens assumidos, isso traz uma sensação gratificante. Ser uma pessoa alegre, espontânea, de coração e olhos abertos para as oportunidades que a vida oferece, saber fazer e manter os amigos, saber dar valor às pessoas que nos amam, exercer a compaixão (cabe um texto imenso só para explicar o que isso pode vir a ser)

Mas, contudo, porém, todavia (sempre existe um "mas" para atrapalhar), não obstante escolher viver sendo uma pessoa verdadeira e fiel aos seu princípios, sempre haverá aqueles que têm a alma repleta de veneno emocional e poderão interpretar errado o que fazemos, tirar conclusões precipitadas e nos magoar. O problema é maior ainda quando somos mal interpretados por alguém que consideramos um amigo.
Amigo que é amigo acredita em nossas intenções. Um pessoa que sabe ser amiga dos seus amigos não tira conclusões precipitadas. Quem tem a sabedoria de ser amigo sabe a hora de dar um crédito de confiança e aguardar o melhor momento para tomar uma posição. E o mais importante: amigo que dá valor aos seus verdadeiros amigos não escolhe o (a) namorado (a) em detrimento do amigo quando quem está equivocado é o primeiro
Saiba ter olhos de ver e ouvidos de ouvir para perceber quem são seus verdadeiros amigos, pois são eles quem irão te acompanhar até o fim.


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Plutão em Capricórnio na Casa 1 – Colocando o Lixo Emocional para Fora e Aprendendo com nossos Erros

Eu creio em astrologia. Creio, mas nunca fiz um mapa astrológico. Primeiro porque é um bem cujo preço não pode ser suportado pelos meus bolsos (não que o valor cobrado não valha o trabalho do astrólogo, não estou discutindo isso), e segundo porque ainda não encontrei alguém que me inspirasse confiança o suficiente para me fazer ter coragem para desembolsar vultosa quantia, sendo que muitas vezes as previsões pareçam ser, digamos, fruto de uma adivinhação qualquer. Mas essa semana eu soube por fonte fidedigna (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) eu soube por fonte fidedigna e dona de uma sabedoria respeitável (e que me disse de graça, sem intenção alguma de me cobrar por isso, uma alma caridosa) uma informação preciosíssima para as pessoas do signo de Capricórnio ou cujo ascendente seja Capricórnio. Como de graça veio, de graça também vou dividi-la, então lá vai.

Atenção minhas queridas amigas capricornianas e demais capricornianos ou pessoas com ascendente nesse signo: Plutão está nesse momento entrando na casa 1 do signo de Capricórnio. Fui então pesquisar sobre o assunto e então descobri que na astrologia, Plutão representa as fases de transformação que o ser humano atravessa na vida, estando associado à complexidade e à situações decisivas, onde a pessoa é forçada a encontrar a resolução sozinha. Traduzindo: nas relações pessoais, será um período onde o todo o lixo emocional que guardamos em nosso inconsciente vai aflorar para o consciente a fim de proporcionar a reflexão sobre tais sentimentos e, por conseqüência, uma transformação para melhor. Traduzindo mais ainda, os capricornianos terão oportunidades para colocar para fora aquilo que estão segurando dentro de si há sei lá quanto tempo, pirar na batatinha, jogar a merda no ventilador, errar (muito) feio e depois avaliarem os seus erros, tomarem vergonha na cara e consertarem seus desvios de comportamento. E serem mais felizes.

Pois bem, escrevi essa semana sobre uma angústia que passei. Ao comentar de forma genérica sobre o assunto com minha terapeuta, ela então me revelou essa pérola de informação. Disse que seu ascendente é Capricórnio e que, portanto, também sofre as mesmas influências das pessoas desse signo. Disse-me ainda que ela também passou num dia desses por uma situação na qual ela não reagiria normalmente da forma enfática que reagiu e se tocou que isso poderia estar acontecendo por causa da tal influência de Plutão. Por fim, ela me aconselhou a analisar o que dentro de mim poderia ter causado tal reação para que eu avaliasse minhas ações e então ajustasse o que fosse necessário.

Assim sendo, eu que antes achava que estava coberta de razão, mas que apenas tinha exagerado na reação, pautei minha reflexão sob a ótica de que eu estava realmente errada em agir daquele jeito. Raciocinando dessa forma, descobri que fui uma idiota. Descobri que fui insegura e que me deixei dominar pelo ciúme. Descobri que cometi o mesmo erro que muito já cometeram comigo diversas vezes, o erro que pode fazer desmoronar o mais sublime dos sentimentos. Por causa do ciúme, me coloquei na egoística posição de vítima da insegurança. Pirei na batatinha e explodi o pote de maionese.

Mas por que eu, que sofri tantas vezes por causa do ciúme na maioria dos meus relacionamentos anteriores, fui logo cair na mesma armadilha? Por que eu não parei antes de errar? Por que eu não vi o erro? A resposta não foi nada bonita.

Errei porque descobri que estou com esse defeito entranhado em mim. Não sei qual a razão, mas ele está ali e sempre esteve, só esperando uma oportunidade para aparecer. Não havia aparecido antes porque o sofrimento foi grande demais para que eu me desse conta de que tinha a capacidade de cometer o mesmo erro.

Ao me dar conta de que eu fui tão vil quanto os outros foram comigo eu chorei. Chorei por reconhecer a existência de uma parte ruim do meu ser. Tomei consciência de que eu não sou a pessoa tão boazinha assim que eu pensava ser. Percebi que era capaz de magoar uma pessoa muito querida e amada por medo de perdê-la, exatamente do mesmo jeito que fizeram comigo antes.

Fiz o que fiz porque tive medo de ser enganada. Não tenho medo de ser deixada, de ser trocada, mas medo de ser traída. Mas temos a obrigação de dominar os nossos medos. Medo nenhum justifica atitudes equivocadas.

Depois de enxugadas as lágrimas e recuperada a calma, me lembrei que um relacionamento se baseia antes de tudo em confiança. É simples: quem ama confia. Se não confia, não sabe amar, então vá aprender a confiar antes de se meter num relacionamento a dois, porra.

Se eu escolhi ficar com essa pessoa é porque lhe dei meu voto de confiança e ela não precisa provar a mim o tempo todo que não vai me enganar. Não vou permanecer numa relação onde eu ache que não possa confiar na pessoa. Se eu não puder confiar não vou cobrar nada, apenas desfazer o relacionamento. E se eu confiei, não vai ser um momento (ou dois) de insegurança que vai (vão) me fazer pirar. Simplesmente vou respirar fundo, limpar a minha mente e organizar meus pensamentos. A calma e a segurança virão como conseqüência do meu amor próprio e do amor que tenho por essa pessoa. Que seja eterno enquanto dure.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Angústia da Indefinição

Situações indefinidas me causam um desconforto imenso e por isso não consigo lhidar bem com elas. Eu entendo que quando a gente quer algo de verdade, e principalmentese o que a gente quer envolve outra(s) pessoa(s), a ambiguidade gera uma situação de indefinição, dando margem à interpretações negativas e insegurança. Como tento pautar minha vida tratando as pessoas a minha volta com a consideração que eu gostaria que eles tivessem por mim, quando estou num relacionamento ou numa situação de grupo, faço questão de deixar minha posição muito clara para todo o mundo, a fim de evitar a tal da ambiguidade.
Mas hoje eu me vi numa situação ambígua. E me senti deveras desconfortável. E isso aconteceu pela internet. Acho engraçado, no mínimo curioso, o fato de as pessoas quererem usufruir o lado bom dessa ferramenta de comunicação, mas não se tocando de que se você mescla sua vida real com sua vida virtual, as regras de relacionamento com terceiros e com o resto do mundo se estendem para a segunda.
Vejam bem, não estou falando de assumir um personagem virtual, mas de ser você mesmo. Estou falando da internet como um canal de comunicação da vida real, de quem a gente é ou ao menos pensa que é. O mais importante nisso é a forma como você se mostra às pessoas do seu relacionamento interpessoal e ao resto do mundo.
Então, é muito chato, e pode ser muito constrangedor, quando uma pessoa importante na sua vida dá margem à interpretações ambíguas sobre a sua posição na vida virtual dela. Terceiros que observam podem levar isso para a vida real. E, ao menos na minha opinião, tudo o que dá margem a mais de uma interpretação tem urgência em ser definido.
Angustiada, procurei a única pessoa que poderia me dar uma resposta, qualquer que ela fosse. Qualquer resposta, qualquer indicação serviria, ainda que fosse um "é, temos que conversar a esse repeito", mas torcendo avidamente para ser um "peraí, não é nada disso, você está exagerando".
Liguei, mas o momento não era propício para conversa. Não conseguindo esconder os sentimentos ruins que tomavam conta de minha mente, pedi um retorno da ligação o qual foi combinado para mais tarde. Mas que até agora não aconteceu. Apenas a ausência. Apenas o silêncio.
A cada minuto que passava a angústia gerada pela indefinição aumentava a passos galopantes, até que não consegui me conter e enviei uma mensagem virtual contado o que se passava na minha mente. Será exagero meu? Será que tudo não passa de um equívoco da minha parte e estou dando importância demais a algo que não quer dizer nada? Somente uma pessoa tem a resposta, mas ela não teve a consideração de entrar em contato (como diz o ditado, pimenta nos olhos dos outros é refresco).
Fui dormir tentando mudar a direção dos meus pensamentos. Mas como poderia dormir havendo uma questão tão importante assombrando a minha existência? Deitei em posição fetal como sempre faço, mas dessa vez procurando um abrigo para me esconder da dor que tomava conta de mim.
Na tentativa desesperada de manter a calma, peguei os dois livro que mais busco nos momentos difíceis e os coloquei junto ao meu plexo solar, para que toda a sabedoria contida neles pudesse ser transmitida por osmose através desse chakra, ao mesmo tempo protegendo-o dos sentimentos angustiantes que não saíam de minha mente. Assim adormeci.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Saber amar (de novo, mas é diferente)




Nessa vida eu passei por experiências que me ensinaram a dar muito valor ao aqui e agora. Aprendi a dar valor aos momentos felizes que temos e as oportunidades de aproveitar o tempo passado ao lado da família e dos amigos verdadeiros. Aprendi a dar valor às pessoas a nossa volta e a me lembrar com muito mais força das atitudes maravilhosas de apoio, amizade e amor do que das suas atitudes erradas.

Por essa razão, às vezes tenho dificuldade em lidar com o homem por quem estou apaixonada. Eu já me arrependi antes por não ter demonstrado de forma adequada o quanto a companhia de uma pessoa querida me fazia me sentir feliz, e depois de ter sofrido um acidente de carro o qual eu posso dizer que foi uma oportunidade para nascer de novo, passei a vivenciar a cada dia de minha vida a frase "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", pois eu poderia não ter tido um amanhã.

Eu vivo com vontade. Com vontade de aproveitar cada momento do meu dia sendo feliz. Aproveito cada oportunidade para dizer as minhas amigas que as amo e que reconheço o presente que é poder estar ao lado delas. Agradeço minha mãe por tudo o que ela fez por mim, até suas atitudes equivocadas, pois sei que tudo o que ela fez foi por amor, mesmo que não tenha tomado a atitude mais acertada. Encho a paciência do meu filho, demonstrado o quanto eu o amo e o quanto sua presença na minha vida me faz feliz. Agradeço toda semana aos mestres de luz pela oportunidade de trabalhar na obra de Deus e a ajudar àqueles que nos pedem ajuda, assim como um dia eu pedi e continuo a pedir. E quanto ao meu amado, aproveito cada segundo ao seu lado desejando que fosse eterno, como se fosse o último, pois a verdade é que isso realmente pode acontecer de ser.

A vida me ensinou que temos a chance de ser mais felizes se nos permitirmos sentir plenamente nossos sentimentos e é assim que eu vivo, mas parece que faço parte de uma minoria incompreendida.

Não vou dizer que a culpa é dos homens. Mulheres não são melhores que os homens nem vice-versa. Parem de transformar tudo em guerra dos sexos! A culpa é das p-e-s-s-o-a-s! São as pessoas, sejam homens ou mulheres, quem escolhem viver suas vidas do jeito que vivem. São as pessoas quem decidem o quanto irão amar a si mesmas e o quanto irão demonstrar aos seus queridos e ao mundo o que pensam e o que sentem. Suas atitudes falarão por vocês exatamente o que querem que os outros saibam. E o que não for dito, o que permanecer apenas em sua mente, não poderá ser lido nas entrelinhas se houver a possibilidade de interpretação ambígua.
Quer que a pessoa amada tenha certeza absoluta de que você a ama? De que você a considera uma pessoa importante? Então não tenha receios de ser claro em suas palavras e suas atitudes. Diga para ela que a ama, o quanto a ama. Declare o mesmo na frente de todos e corrobore suas palavras com ações não só entre quatro paredes, mas aos quatro cantos.

Sem falsa modéstia, sei que a minha estrela brilha muito forte. Mas também sei que nem todos têm a capacidade de senti-la, pois seus sentidos estão encobertos. E por causa disso, essas pessoas não conseguem perceber o quanto elas também podem brilhar e serem muito mais felizes do que são agora. Não percebem sua própria capacidade de fazer do mundo um lugar melhor para si mesmas e para as pessoas que amam. Uma pena.

Intensidade

Sou uma pessoa intensa. Tenho sentimentos dentro de mim que muitas vezes não cabem no meu coração. Eles simplesmente transbordam e tomam conta da minha mente e do meu ser e aí não consigo pensar em mais nada. Não consigo cumprir minhas tarefas, não consigo mais estudar ou trabalhar. Por isso preciso escrever. Por isso necessito dançar.
Sempre fui assim, como um barco à deriva no mar sendo levado pelos ventos do turbilhão de sentimentos que tomam conta de mim, deixando que a correnteza me levasse como fosse dona do meu destino. Todavia, hoje em dia nem tanto. Não me deixo mais me levar pela correnteza, pois eu descobri o poder que tenho para segurar o leme e fazer eu mesma a minha rota. Nunca mais vou deixar que outras pessoas façam isso por mim. Não delego esse poder a mais ninguém, não permito que isso se repita.
Quanto aos ventos, ahhh, os ventos, os sentimentos. A vida também me ensinou a manejar as velas para controlar o vento e fazer bom uso deles. O único problema é que às vezes eles são intensos demais para que eu consiga controlá-los da forma que eu gostaria...
E quando os sentimentos são intensos demais, há duas saídas: ou aproveitar e viver com intensidade ou ficar quieta até eles se acalmarem. mas eles podem ser intensos e alegres ou intensos e tristes. Por isso, antes de tomar qualquer decisão é preciso saber onde tais ventos irão me levar. Para tanto, penso dez vezes, se for necessário, antes de agir. E ajuda muito escrever. Escrevo para colocar a mente em ordem e saber o que fazer, como reagir. Penso muito para ter a certeza de que fiz o melhor que eu podia naquela ocasião para que corresse tudo bem. Por isso é que não tenho o mal costume de me arrepender dos meus atos. Procuro me assegurar de que não estou fazendo nada de ilegal ou que possa prejudicar ou ferir alguma pessoa. Não quero mais repetir os erros de antes. Sei que aprendi bastante com eles e não pretendo repeti-los. Se foi imoral... bem, aí é outra estória.
E mais tarde, num dia qualquer, uma música especial tráz à tona tudo o que eu senti naquele momento que já passou. Aí então, é a hora de dançar.
Titulo da Música: Soul
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita

quero te falar na minha canção
coisas que habitam o meu coração
quero respirar, voar no seu ar
quero largar da solidão
te dizendo quem sou
soul, soul, soul, soul, soul
a minha alma agita
vou, vou, vou, vou, vou
minha garganta canta ou grita
eu não quero conta de chegar
quero chegar junto com você
nem quero saber se o tempo passar
sei que um dia desses você vai entender
quem eu sou

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OUÇA!!!!!!!

"Ouça, vá viver a sua vida com outro alguém,
hoje eu já cansei de pra você não ser não ser ninguém.
O passado não foi o bastante pra lhe convencer
que o futuro seria bem grande só eu e você.
Quando a lembrança com você for morar
e bem baixinho de saudade você chorar,
vai lembrar que um dia existiu um alguém
que só carinho pediu e você fez questão de não dar,
fez questão de negar."
(Ouça, Maysa)

Pena que eu só soube da existência dessa música no dia de hoje, porque essa música é um resumo de como eu passei o ano de 2008 até meados do mês de novembro.
Caraca, que ano ruim eu passei. Onze meses!!!!! Foram onze meses achando que alguma coisa iria melhorar. Quer dizer, é claro que melhorou, e muito mais do que eu poderia imaginar, pois Papai do Céu me mandou um lindo anjo moreno que conquistou meu coração e por quem eu estou maravilhosamente apaixonada. Mas foram sete meses em crise de relacionamento, que culminou com um pé na bunda por telefone (é verdade, dois anos e quatro meses de namoro acabados sem a menor consideração assim).
Depois disso ainda houve mais dois meses em que eu tentava levar a minha vida adiante, tentando superar o acontecido, mas o cretino volta e meia me dava o ar da sua graça através de recados ou e-mail, trazendo à tona todos os sentimentos de mágoa de volta. Eu estava bem e ele aparecia de propósito só para me trazer todos os fantasmas novamente: as coisas boas que aconteceram, os fatos infelizes e o pior: tudo o que poderia ter acontecido de bom, mas não aconteceu. Foi assim por dois meses até eu descobri que... durante todo esse tempo ele já estava namorando! E, voluntariamente, ele escondeu esse fato de mim!! Por dois meses inteiros!!! E eu descobri isso justamente numa época em que ele me ligou pedindo pelo-amor-de-deus-para-eu-o-encontra-pela-última-vez (logo ele que me deu o fora por telefone e disse que não havia razão para a gente se ver, por isso que ele é um cretino).
Então, eu, que não sou fura-olho e não pretendo fazer a ninguém o que eu não gostaria que fizessem a mim, deixei bem claro que só o encontraria após ele ter terminado com a garota. Eu não deixaria que ele encostasse um dedo em mim se ele ainda estivesse comprometido. E foi assim por mais dois meses. Durante esse tempo eu esperei que ele terminasse com a menina, apesar das fortes investidas dele e da minha forte tendência a esquecer toda a dor que sofri e voltar para ele.
Contudo, faltou o principal. Apesar dele dizer que quando estava com a garota só pensava em mim, ele não conseguia terminar com ela. Falava, falava, mas não tomava atitude alguma. Ele me dizia que não queria magoar ninguém, mas na verdade, estava magoando a mim e não se importava com isso, apesar dos meus constantes avisos sobre o que estava ocorrendo. Mas o pior de tudo é que faltou o mais basilar: respeito e consideração. Ele demorou a entender que nunca deveria ter terminado comigo daquela forma desrespeitosa. Demorou a entender que não deveria ter me tratado com o descaso com que me tratou o ano todo. Demorou também a entender que deveria ter confiado em mim, ao invés de ter acreditado nas vozes que inflavam o seu ego contra mim, quando eu apenas defendia um pouco de respeito e espaço. Souberam pegar no ponto fraco dele: a vaidade. A vaidade é um dos piores defeitos do ser humano, pois é aquele ponto onde a armadilha vai ser fatal. Uma pessoa que tem tendências dominadoras e que não admite estar errada será sempre vítima fácil do ego. É só saber direitinho as palavras a serem usadas e a pessoa cai na armadilha.
E foi assim que fizeram a cabeça dele contra mim, inflaram seu ego para convencê-lo de que eu não o amava. Foi assim: o cretino começou a reclamar de mim para uma menina que nem me conhece e que estava interessada nele. Ela soube manipulá-lo e ele caiu que nem um patinho na conversa dela. Contra mim havia os fatos de que eu já não tinha mais graça (não era carne nova) e batia de frente com ele porque entendo que há coisas pelas quais nenhuma pessoa deve abrir mão, nem pela pessoa amada, e por sua vez, ele queria que eu deixasse de ser quem eu sou, do jeito que ele me conheceu, além de ser um machista do cacete. O infeliz só se esqueceu de que o amor não se mede pelo fato de alguém abrir mão de seu amor-próprio pela outra pessoa, ou pela quantidade de vezes que alguém deixa de fazer o que gosta porque o outro pediu. Ele se esqueceu de todas as vezes que eu fiz algo que ele pediu, do quanto eu o ajudei emocionalmente com seus problemas, dos sacrifícios que fiz por causa dele e o quanto eu lhe fui solidária e o protegi em certas situações, fazendo até mesmo o que não deveria fazer por ele, fora todo o meu amor.
Quero deixar bem claro que não me arrependi de ter feito nada disso. Sei que dei o melhor de mim por essa relação e tenho a consciência limpa de toda e qualquer culpa. Todas as vezes que discutimos foi em defesa do meu espaço como pessoa e do meu amor-próprio, o qual aprendi, às custas de muito sofrimento, a não abrir mão por homem nenhum. Faria e farei tudo novamente pelo homem que amo e até mais do que fiz, mas sem abrir mão da felicidade a qual somente eu posso proporcionar a mim mesma.
Assim sendo, completados quase quatro meses de montanha-russa emocional, onde eu tentava subir mas o cretino aparecia e me puxava para baixo de novo, eu resolvi dar um basta definitivo nessa estória. Mas com a insistência do menino, fui obrigada a ser rude com ele. Aproveitei que a internet caiu e nem me despedi dele no msn, numa conversa onde eu já estava saindo de forma bastante incisiva, com as seguintes frases: "depois de tudo o que você me fez, eu é que não voltaria para você" e "e com licença porque eu já vou dormir". A banda larga caiu logo depois que eu mandei essa frase. Sei que pegou malzão, mas quer saber? Ele fez tão pior comigo durante o ano que eu nem me importei. No dia seguinte pela manhã eu já tinha em meu orkut uma conseqüência desse ato: havia um depoimento de uma amiga minha a qual havia conversado com ele após eu sair do msn. Marcamos para conversar mais tarde e ela me enviou por e-mail o arquivo com a conversa deles, onde ele afirmou que eu falei grosserias que ela e todos que me conhecem sabem que nunca sairiam da minha boca, muito menos dos meus dedos para a internet.
Nesse ínterim, conhecidos em comum me contaram coisas que ele já estava aprontado enquanto estava comigo. É triste perceber como aquelas pessoas se decepcionaram com o caráter dele por causa do que ele fez comigo. A pessoa tem tudo: uma companheira, amor, uma amiga e não dá valor ao que tem. As pessoas viram isso e não gostaram do que ele fez. Por isso me contaram e foram solidárias a mim.
E depois eu ainda recebi um e-mail dele, que por obra do destino (ainda bem) eu só fui ler uns vinte dias depois de recebido não sei porque, onde ele pôs toda a imaturidade, egoísmo e machismo dele para fora. Não respondi nem vou responder a nada. Aquelas palavras no msn foram as últimas, pois ele me decepcionou muito. Não adianta ele me dizer que não havia intenção de me magoar, pois o que ele fez realmente magoou muito e de boas intenções o inferno está cheio. O fato é que ele simplesmente me tratou como lixo. E eu fiz de tudo, dei o melhor de mim para que nós crescêssemos como um casal, sem, é claro, esquecer do meu amor-próprio.
O problema todo é que ele queria que eu mudasse, que eu deixasse de ser quem eu era e me tranformasse em outra pessoa que ele inventou (e que seria uma pessoa frustrada por toda a sua vida). Ele queria que eu parasse de gostar de dançar e de ser uma pessoa sociável, tinha que estar em casa na hora que ele queria (não interessava se o motivo da saída era o aniversário da minha mãe que ele foi convidado mas não foi ou a festa de 50 anos da Escola Naval do meu pai, ele “não queria a namorada dele na putaria até o cu da madrugada”, era assim que ele falava), odiava minha tatuagem, me criticou o tempo todo por tê-la feito (oras, o corpo não é meu?). Enfim, ele queria que eu parasse de fazer todas as coisas que me deixavam feliz e cuja alegria ele nunca poderia me dar, pois não dependia dele. Mas o problema é que eu não posso mais fazer isso comigo mesma, pois já vivi o suficiente para saber que a alegria e a felicidade estão dentro de nós mesmos e independem de terceiros a nossa volta. Alegria e felicidade são sentimentos que brotam de dentro para fora quando você se livra de todo o lixo e veneno emocional que guardou dentro de si. Ele não entende que se eu mudasse, eu não seria mais a mulher por quem ele se apaixonou. E ele não entende que ele gostava de mim assim, desse jeito mesmo. Não importa se eu tenho uma tatuagem, um piercing, se gosto de sambar no carnaval, de ir à praia, de me apresentar dançando dança do ventre... Eu entendia que ele ficava com ciúmes se eu fosse à praia, mas ele tinha que entender que esse era um problema dele, e que ele tinha que resolver isso consigo mesmo e eu não deveria parar de freqüentar as praias do mundo por causa disso. Ao invés de brigar comigo e falar grosserias, seria mais fácil entender que se eu voltava tarde para casa quando ia ao Centro da Cidade é porque estava ocupada trabalhando e não porque eu gostava de ficar fora de casa, seu babaca.
Bom, eu é que não ia mesmo ficar com um cara que não me respeitava. Foi por isso que eu o coloquei contra a parede e fiz com que ele terminasse comigo. Eu o amava, mas preferia sangrar e deixar cicatrizar, levantar, sacudir a poeira, dar a volta por cima e estar pronta para outra do que ficar estagnada num relacionamento que estava se deteriorando a passos largos por falta de maturidade dele para entender como funciona a vida. E como eu já disse, Papai do Céu foi muito bom comigo após onze longos meses. Eu já estava pronta para amar de novo quando meu presente de natal veio adiantado. E estou embriagadamente feliz!!! Mas só que eu não podia terminar o ano sem registrar essa estória. Com começo, meio e fim.
FELIZ ANO NOVO!!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Aprender a amar

Por que será que pode ser tão complicado um relacionamento a dois? Ou serão os nossos defeitos que tornam um relacionamento algo tão difícil e/ou doloroso?

Antes meus relacionamentos eram difíceis porque eu costumava abrir mão das minhas preferências e, muitas vezes, de coisas importantes para mim. Além disso, havia a circunstância agravante de que eu não exigia do meu companheiro um tratamento condizente com o respeito que eu mereço, enquanto ser humano e companheira. Hoje em dia meus relacionamentos são difíceis justamente porque eu não admito mais abrir mão de ser quem eu sou, nem de fazer o que gosto por homem nenhum e ainda exijo deles o respeito e a consideração que eu acho que mereço (mas parece que eles não acham que eu mereça tanta consideração assim, cada um por seu motivo).

MEU DEUS!!?!! O QUE FAZERRRRRR??!!??

Entre pessoas que se gostam não deveria haver desentendimentos. Deveria haver somente carinho e respeito pelos seres humanos que somos. No entanto, acho que nunca foi realmente nos ensinada a forma certa de se tratar os demais seres humanos. Falta a nós, ocidentais, uma escola que nos ensinasse a tratar as pessoas com a consideração que nós gostaríamos que elas tivessem conosco. Como infelizmente ela não existe, esse aprendizado fica a cargo de cada um durante toda a sua vida. Sem direito a repetir de ano.
Muitas vezes nós estamos tão preocupados com nossos próprios desejos, na satisfação de nossas vontades ou de nossas necessidades, que não temos olhos para ver se estamos tratando com consideração, respeito e educação as pessoas que nos cercam. E o pior de tudo é que quando alguém nos chama a atenção para o que aconteceu, costumamos justificar de todas as formas nosso comportamento, como se a justificativa pudesse apagar o erro. Pura questão de ego e orgulho. Dificilmente aceitamos que fizemos algo de errado. E quando percebemos que fizemos, sempre há um bom motivo para fazer errado.
O orgulho é realmente uma como uma praga que gruda na nossa pele feito um muco e por mais que a gente tente se livrar, sempre vai descobrir um restinho dele lá num cantinho onde a gente não conseguiu fazer aquela assepsia perfeita. Contudo, se a gente não retirar tudo e se não cuidar para que ele não volte, aquele pouco muco que restou vai atrair, de forma silenciosa e na surdina, mais e mais da sua espécie, até que, quando você perceber, estará novamente coberto por ele e cometendo os mesmos erros de antes.

Hoje eu entendo que o amor passa pela seguinte questão: como eu gosto de ser tratada? O que eu quero de um relacionamento? Ou se essa pergunta for muito complexa para visualizar uma resposta, procure saber: o que você não quer de jeito nenhum em um relacionamento? Aí virá uma conclusão lógica: se você não quer ser tratada de tal maneira, então também não vá tratar seu amado dessa forma.
Raciocinando assim, eu mudei meu padrão de comportamento e hoje sou uma pessoa mais feliz. E continuando a raciocinar e a vivenciar esse comprotamento, eu espero superar cada defeitinho que faz de mim um ser humano imperfeito e me tornar uma pessoa ainda mais feliz e plena; e fazendo sempre o melhor para que meu amado seja a pessoa mais feliz do mundo (feliz em seu grau mais alto, em estado de nirvana). Para mim, isso é estar em harmonia com as forças do universo e com o Grande Criador. Seja AMOR.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pedido ao meu filho


Meu filho fez 17 anos. Ele é um rapaz lindo: alto, moreno, cabelos ligeiramente anelados, olhos verdes, cílios longos, feições finas. Parece muito comigo. É carismático e sensível. Tem um humor sarcástico, com tiradas singulares que fazem de suas frases pérolas para a gente rir e não esquecer. Adora música, poesia, futebol e escrever - principalmente sobre a vida e o amor. É romântico e carinhoso, por isso quando se apaixona arria os quatro pneus e trata a menina como se fosse princesa. Mas quando o namoro acaba é uma fossa que não tem fim (até que um dia ela acaba, graças a Deus).

Como grave defeito, percebo que ele é muito fechado, pois não expõe facilmente seus sentimentos e dúvidas interiores. E eu vejo isso com dor no coração, pois eu fui assim por muito tempo e sei muito bem o preço que isso poderá lhe custar no futuro. É também possuidor de uma preguiça mental imensa, contra a qual eu fiz o que eu pude para lutar conta durante sua vida estudantil. Semanas atrás eu entendi a razão desse defeito: um QI de 126. Como tem facilidade para entender, tem preguiça para se esforçar. Com isso deixava de estudar o suficiente para passar de ano sem ficar em prova final ou recuperação. Inteligência mal aproveitada.

Como não bastasse completar seus 17 anos, ele acaba de se formar no segundo grau do ensino médio. Dias antes da colação de grau, quando a ficha começou a cair na minha cabeça, foi que eu entendi a razão do ditado popular "filhos criados, trabalho dobrado". Na verdade, não é o trabalho que dobra, mas é a preocupação que cresce em progressão geométrica. Preocupação com o futuro da pessoa mais importante da vida de uma mãe. preocupação com um futuro ainda incerto, cheio de "se", pronomezinho irritante, que indica possibilidades boas e outras não tão boas assim.

E se ele não passar no vestibular? E se ele tiver que trabalhar para pagar a faculdade? E se ele fizer as escolhas erradas? Essa última pergunta é a que mais me dói o coração, pois é dela que surgem todas as preocupações. Com a vida adulta os pais deixam de ter o direito de interferir nas escolhas dos filhos e no caso de algo dar errado, não podem mais intervir contra a vontade da sua cria.

Um grande amigo de meu pai costuma dizer que a única coisa que os pais podem fazer é ajudar a ajeitar o arco e a flecha na posição que entendamos a mais perfeita. Contudo, no momento em que a flecha será atirada, será apenas pelas mãos de nossos filhos. E nesse momento a escolha será sempre deles. Unicamente deles.

É desesperador entender que criamos os filhos para soltá-los no mundo adulto e que, se eles assim optarem, podem recusar toda a proteção que estamos loucos para dar. Alguma vezes, para o próprio bem deles, os pais precisarão se recusar a dar a proteção que tanto desejam, o que doirá ainda mais em seus corações. Não encontro palavras para descrever como a dor de uma mãe pode ser imensa e pode nunca ter fim. É muito maior do que qualquer palavra que eu conheça, do que qualquer superlativo que eu possa imaginar.

Reconhecendo toda essa verdade, que surge diante de mim como conseqüência de um tempo que passa e de um novo tempo que chega, eu tenho um pedido ao meu filho, um pedido sincero e de todo coração: filho, por favor, escolha certo. E em qualquer escolha que fizer, tenha certeza de que fez o melhor de si para que tudo desse certo. Mas se alguma coisa der errado, não se esqueça de que eu estou bem atrás de você, de braços abertos.

Com amor, sua mãe.